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Em Beja, o Alentejo deixa-se descobrir com vagar e mãos na massa

Em Beja, o Alentejo deixa-se descobrir com vagar e mãos na massa

Viajar, comer, dormir, beber. As melhores escolhas para apurar a arte de viver, pela editora da Fugas, Sandra Silva Costa.

"Beja merece ser descoberta com vagar. É preciso dar tempo às mãos que moldam o barro, entrelaçam o buinho ou amassam o pão para se ouvirem histórias vivas de tradições." A Mara Gonçalves e o José Fernandes fizeram-se ao Sul com tempo para as escutarem e regressaram com muito para contar.

Arrancaram o passeio no castelo de Beja, de onde "a vista parece abarcar todo o Alentejo, por léguas e léguas de terra, tal é a planura da paisagem, fechando-se o horizonte apenas nas serras algarvias, a sul, e nos Picos de Aroche, a leste, já para lá da fronteira espanhola". Seguiram depois para Baleizão, onde ainda reinam as memórias de Catarina Eufémia, mas onde encontraram também outras vozes que elevam o Alentejo. Como Manuel Pica, que ainda se dedica às cadeiras alentejanas. Na Malhadinha Nova, conheceram Maria José Mestre, que, aos 83 anos, continua a amassar com vigor o pão tradicional. E em Beringel descobriram o oleiro António Mestre que, entre outras peças, se dedica às gigantes talhas para vinho ou decoração.

Nesta história ainda cabem moinhos, touros e, claro, cante alentejano, que outra banda sonora poderia ser? Sente-se e desfrute. Com vagar, se faz favor.

Bom fim-de-semana e boas fugas!

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