observador.ptobservador.pt - 25 jan. 01:14

Há muito "esforço, palavras e promessas" sobre envio tanques. Mas discussões têm de acabar com decisões, alerta Zelensky

Há muito "esforço, palavras e promessas" sobre envio tanques. Mas discussões têm de acabar com decisões, alerta Zelensky

O líder ucraniano afirmou que os aliados têm os números de tanques que Kiev necessita para fortalecer a defesa contra "terroristas". No entanto, não bastam cinco ou dez: a "necessidade é muito maior".

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Há “muita conversa” sobre o envio de tanques à Ucrânia. Há “muito esforço, palavras e promessas” sobre a possibilidade de chegarem a Kiev. No entanto, para o Presidente Volodymyr Zelensky é tempo de concretizar e tomar medidas.

As discussões têm de acabar com decisões. Decisões para realmente fortalecer a nossa defesa contra os terroristas”, sublinhou Zelensky no habitual discurso diário. O líder ucraniano afirmou que os aliados possuem os números de tanques que Kiev tanto precisa, garantindo que as autoridades estão a trabalhar no sentido de preencher o défice de equipamento das Forças Armadas.

Os nossos aliados têm o número necessário de tanques. Quando chegarem a uma decisão, estaremos felizes em expressar a nossa gratidão por cada decisão de peso.”

O chefe de Estado lembra que não se trata, contudo, de receber apenas “cinco ou dez” tanques. “A necessidade é muito maior”, reforça. Até agora, a França já prometeu enviar os seus tanques de combate ligeiros AMX-10 RC e o Reino Unido os seus Challenger-2.

Ao longo das últimas semanas, Kiev multiplicou os pedidos por tanques modernos do ocidente, em particular dos Leopard-2 alemães que vários países da União Europeia e da NATO possuem em stock. Até agora a Alemanha não se tinha mostrado disposta a enviar estes modelos nem a permitir que outros países os fornecessem à Ucrânia. Porém, esta terça-feira, apesar de ainda não ter chegado uma confirmação oficial, mas o jornal Der Spiegel noticiou que o chanceler alemão acabou com o impasse e deu luz verde à entrega deste equipamento por Berlim e por aliados que os tenham.

Além da questão dos tanques, o Presidente ucraniano também guardou no seu discurso algumas palavras sobre os desafios internos que o país enfrenta. “Quaisquer problemas internos que estejam a afetar o nosso Estado estão a ser removidas e continuarão a ser removidas“, prometeu, numa aparente referência ao caso de corrupção e à onda de demissões que marcaram os últimos dias.

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O líder ucraniano anunciou que assinou esta terça-feira um decreto que coloca em vigor uma decisão do Conselho Nacional de Segurança e Defesa. No entanto, não deu mais detalhes, remetendo novas informações para os próximos dias.

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