observador.ptobservador.pt - 27 out. 15:15

Ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan afirma que país defenderá a sua liberdade face à China

Ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan afirma que país defenderá a sua liberdade face à China

Joseph Wu sublinhou a soberania de Taiwan, e garantiu que o Estado vai defender a sua liberdade e democracia, apesar das pressões por parte do Governo chinês.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan afirmou, esta quarta-feira, em Praga, que o seu país é um Estado democrático e, apesar das pressões da China, continuará o seu próprio caminho e defenderá a sua liberdade.

Taiwan vive à sombra da China há muitos anos e a China continuamente diz-nos o que fazer e que lhe pertencemos. Mas a existência de Taiwan sem intervenção da China é um exemplo de que se os taiwaneses quiserem seguir o seu caminho e perseguir o seu próprio futuro, encontraremos uma maneira de o fazer”, disse Joseph Wu, que falava no âmbito de uma visita oficial à República Checa.

Antes, o líder da diplomacia de Taiwan, que os Estados Unidos e o Direito Internacional reconhecem como parte integrante da China, recebeu do presidente do Senado checo, Milos Vystrcil, a medalha de prata de mérito.

Embora os Estados Unidos se tenham comprometido a fornecer a Taiwan meios para se defender, Washington reconhece a posição da China de que a ilha é parte do seu território e que existe “uma China”, não se posicionando abertamente sobre a soberania de Taiwan.

A medalha não é para mim, mas para o povo de Taiwan, que é tão corajoso, que defende a nossa liberdade e a democracia, bem como os direitos humanos”, disse Wu.

“O Governo da China não é o gestor de Taiwan, não decide o que fazemos ou não fazemos, pois somos um país democrático e temos orgulho disso”, disse Wu, que mais tarde afirmou que o seu povo continuará “a luta pela defesa” da liberdade e da democracia.

“E vamos brilhar como modelo para que outros países e povos de nossa região nos imitem”, acrescentou o chefe da diplomacia de Taiwan durante a sua visita a Praga, na qual também rendeu homenagem ao ex-Presidente e dramaturgo checo Václav Havel, grande representante da democracia e dos direitos humanos na Checoslováquia.

O senado checo aderiu ao pedido do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, lançado na terça-feira, para apoiar “a participação robusta e significativa” de Taiwan no sistema das Nações Unidas (ONU), ao qual a China se opõe totalmente.

Uma participação que, como disse Wu em Praga, o “grande vizinho tenta impedir”, o que não será obstáculo para “continuar” com as intervenções de Taipé na comunidade internacional “como uma força do bem”.

Taiwan e a República Checa selaram uma ampla cooperação bilateral em tecnologia avançada na segunda-feira, apesar das críticas da China, expressas na semana passada em reação a uma visita oficial planeada por uma delegação de Taipé.

Praga acredita que esta cooperação está em linha com a resolução aprovada no Parlamento Europeu na semana passada, segundo a qual a União Europeia (UE) deve reforçar os seus laços com Taiwan e começar a trabalhar num acordo de investimentos com a ilha.

A embaixada da China na República Checa reagiu esta quarta-feira com um comunicado, assinado pelo porta-voz da missão, considerando que os checos estão a oferecer “uma plataforma para atividades separatistas”.

“O lado chinês desaprova veementemente isso e expressa a sua rejeição clara e anuncia que tomará as medidas legítimas e necessárias”, lê-se no comunicado.

A China considera a receção da delegação taiwanesa pelo senado checo como “manipulação vil por parte de algumas pessoas na República Checa e as tentativas provocativas de ‘independência’ por parte das autoridades taiwanesas estão fadadas ao fracasso”.

Já um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês destacou que o convite ao ministro taiwanês teria consequências e que a República Checa deveria mudar de rumo o quanto antes ou sofrerá as consequências.

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