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The Future of Work – As Pessoas e o Negócio no processo de Transformação

The Future of Work – As Pessoas e o Negócio no processo de Transformação

Encontramo-nos na Era da Transformação - das formas de trabalhar, da experiência do colaborador, da cultura e estrutura organizacional e do papel dos Líderes e dos Recursos Humanos nas Organizações.

Devido à pandemia, é naturalmente esperado que as Organizações estejam a encetar esforços para desenvolver as suas políticas de trabalho remoto. Mas o futuro do trabalho vai muito além disso. No início da nova década, as Organizações veem-se obrigadas a repensar a sua estratégia de negócio, a experiência do cliente e a do colaborador, de forma a reforçarem a sua competitividade e sustentabilidade a longo prazo e o seu posicionamento no mercado.

A Transformação das Formas de Trabalhar

Os estudos Flexible Work mais recentes da Mercer indicam uma adoção transversal de modelos de trabalho flexível por parte das Organizações. A flexibilidade do horário e do local de trabalho continuam a ter um maior destaque, com mais de 70% das Organizações a incorporarem essas modalidades nas suas políticas e cultura. Aliada a esta adoção, espera-se que, ao longo dos próximos anos, sejam implementadas medidas que promovam uma evolução no workplace, para espaços de trabalho mais ágeis e colaborativos (ex.: hot desking, open office, entre outros). Adicionalmente, surgem modelos de flexibilidade da pool de talento - com 34% das Organizações a atraírem colaboradores não permanentes (freelancers e associados) ou a desenvolver um mercado interno de talento, onde os colaboradores podem abraçar diferentes projetos fora da sua área ou âmbito de atuação. Estes mecanismos permitem que a comunidade de talento possa ter mais opções de desenvolvimento e realização pessoal e profissional. E tal contribui positivamente para a atração, engagement e retenção de talento. Podemos concluir que o trabalho flexível já não é um nice to have, tornou-se num must have.

A Transformação da Experiência do Colaborador

O trabalho flexível, a adoção de analytics e de ferramentas digitais trouxeram naturalmente a necessidade de se rever os processos de gestão de talento, incluindo a experiência do colaborador desde a primeira interação com a Organização. No entanto, mais do que apenas responder à evolução tecnológica, deve-se privilegiar a preocupação pela saúde e bem-estar das Pessoas. Nesse sentido, é necessário preparar os processos e ferramentas para robustecer a experiência do colaborador de forma holística, com o objetivo de se atrair talento, geri-lo, desenvolvê-lo, retê-lo e garantir o seu engagement. Tal irá impactar positivamente a marca enquanto empregador e a forma como o EVP (Employee Value Proposition) é percecionado pela comunidade de talento.

Além da transformação da experiência em si, as Organizações devem preparar a evolução do colaborador, principalmente em dois cenários. Por um lado, várias funções estão em risco de deixar de existir nos próximos anos e é crucial preparar os colaboradores, de forma a estarem capacitados para continuar a contribuir para o futuro da Organização. Por outro, a natureza do próprio negócio pode evoluir ou até tornar-se mais digital, o que leva a necessidade de não só fazer o reskill mas também o upskill de várias competências críticas. Não nos podemos naturalmente esquecer da seguinte reflexão "CFO asks CEO: What happens if we invest in developing our people and then they leave us? and the CEO replies What happens if we don"t, and they stay?".

A Transformação da Cultura e Estrutura Organizacional

A evolução do paradigma das formas de trabalhar vem de "mãos dadas" com a necessidade de preparar e reforçar a cultura interna. De que servem os benefícios ou modelos de flexibilidade, se internamente não são bem recebidos, valorizados ou utilizados? Embora todas as Organizações tenham "telhados de vidros", é preciso garantir que há estruturas de tijolo. O que isto quer dizer? Que é importante ter uma cultura forte, sustentada em relações de confiança e que promova experiências personalizadas para a sua comunidade de talento. Naturalmente essa evolução pode trazer a mudança da própria estrutura organizacional, para uma que seja mais horizontal, com o polo de poder mais distribuído e mais ágil.

A Transformação do Papel dos Líderes e RH

Todas as mudanças de que falámos até agora trouxeram naturalmente uma transformação do papel da liderança e dos RH. No que toca aos líderes, espera-se hoje que liderem com empatia, que inspirem as equipas, que desenvolvam as pessoas e que tenham um contributo positivo no negócio. É, portanto, essencial, que equilibrem o seu papel de gestor com o papel de cuidador, pois só assim conseguirão ter um impacto positivo na sua Organização.

Neste contexto, também os RH evoluem de um papel mais administrativo e de apoio ao negócio para um papel de parceiros estratégicos. O seu propósito deve ser muito mais profundo e completo no negócio - o de garantir que "pessoas felizes fazem mais e melhor durante mais tempo", com as melhores condições organizacionais para o efeito.

Nesta Era de Transformação, estamos a ser confrontados com a necessidade de tornarmos as nossas Organizações mais empáticas, de equilibramos melhor o foco no negócio com uma preocupação real pelas pessoas. Este é o momento de quebrar barreiras, mudar mindsets e promover maior agilidade para se navegar em direção a um futuro sustentável.

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