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Época de resultados dá pleno de ganhos à Europa. Petróleo também sobe

Época de resultados dá pleno de ganhos à Europa. Petróleo também sobe

Acompanhe, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quinta-feira.
26.01.2023 Época de resultados dá pleno de ganhos à Europa. Milão e Lisboa sobem mais de 1%

Os principais índices da Europa Ocidental estiveram a valorizar esta quinta-feira, à medida que os investidores vão digerindo os resultados positivos das empresas, bem como as perspetivas para 2023.

O Stoxx 600 – índice de referência do Velho Continente – soma 0,42% para 453,98 pontos. Entre os 20 setores que compõe o agregador das 600 maiores cotadas da região, os do retalho, serviços financeiros e banca lideraram os ganhos, enquanto o setor alimentar e as "utilities" (água, luz, gás) perderam.

Entre os principais movimentos de mercado, o grupo de telecomunicações Nokia OYJ subiu quase 4% depois de ter divulgado resultados operacionais no último trimestre de 2022, que ficaram acima do esperado. Já a STMicroelectronics cresceu mais de 8%, após demonstrar fortes receitas, numa altura em que aumenta a procura por parte do mercado automóvel.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o italiano FTSEMIB pulou 1,32%, o espanhol IBEX 35 ganhou 0,87%, o holandês o AEX registou um acréscimo de 0,79%, o francês CAC-40 valorizou 0,74%, o alemão Dax somou 0,34% e o britânico FTSE 100 subiu 0,21%.

Em Lisboa, o PSI ganhou 1,07%.

26.01.2023 Juros agravam-se na Zona Euro. Itália acima de 4%

Os juros da Zona Euro terminaram o dia a agravar-se, num dia marcado pelo aumento do apetite no mercado acionista.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – referência para a Zona Euro – agravou-se em 5,8 pontos base para 2,203%.

Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos somaram 8,5 pontos base para 4,02% - acima da fasquia de 4%, no mesmo dia em que o Tesouro do país foi ao mercado emitir dívida a curto prazo.

Na Península Ibérica, a "yield" das obrigações nacionais a dez anos subiu 7,1 para 3,085%. Já os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade somaram 7 pontos base para 3,17%.

Fora da Zona Euro, a "yield" das Gilts britânicas agravou-se em 7,7 pontos base para 3,314%.

26.01.2023 Crescimento dos EUA e procura da China animam petróleo

Os preços do "ouro negro" seguem em alta, sustentados sobretudo pelos bons dados do PIB do quarto trimestre nos Estados Unidos e também pela expectativa de que a China reforce a sua posição de maior importador mundial à medida que reabre a sua economia.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 1,47% para 81,33 dólares por barril.

Já o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, soma 1,36% para 87,29 dólares.

26.01.2023 PIB nos EUA faz dólar crescer e ouro cair

O ouro está a desvalorizar, depois de ter sido divulgado que o PIB dos Estados Unidos cresceu acima do esperado, o que está a abrandar nas expectativas de que a Reserva Federal norte-americana poderá avançar com um corte na subida das taxas de juro.

O metal amarelo, que não rende juros e que é penalizado pela manutenção de uma política restritiva da Fed, desce 0,71% para 1.932,28 dólares por onça.

O metal precioso está também a ser penalizado pela subida do dólar, que ganha força com a possibilidade de um aperto continuado pela autoridade monetária dos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avança 0,51% para 0,9203 euros, ao passo que o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde conta dez divisas rivais – ganha 0,35% para 101,997 pontos.

Analistas do ING, numa nota sobre a divulgação do PIB dos Estados Unidos, indicam que "juntamente com a inflação em alta estes dados [do PIB] justificam a subida atual dos juros diretores pela Fed".

26.01.2023 Economia dos EUA cresce acima do esperado e Wall Street abre animada

Os principais índices nova iorquinos abriram a sessão desta quinta-feira a negociar em terreno positivo. Os ganhos da região estão a ser sustentados pela divulgação do PIB nos Estados Unidos que cresceu 2,1% em termos reais em 2022, uma desaceleração face a 2021, mas ainda assim uma leitura melhor do que era esperado.

Estes dados retiram assim algumas preocupações relativamente a uma recessão do lado de lá do Atlântico.

O índice industrial Dow Jones avança 0,4% para 33.878,89 pontos, ao passo que o S&P 500 sobe 0,77% para 4.047,00 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite valoriza 1,3% para 11.459,42 pontos.

A divulgação do produto interno bruto acima do esperado pelos analistas poderá levar a um recuo nas expectativas de que a Reserva Federal norte-americana possa começar a cortar nos juros diretores em breve. Neste momento, o mercado aponta para um incremento de 25 pontos base na reunião de fevereiro.

A influenciar a sessão está também o número de novos pedidos de subsídio de desemprego, que recuou na semana passada de 192 mil para 186 mil - o que significa que o mercado laboral norte-americano continua robusto.

Entre os principais movimentos de mercado está a Tesla que sobe mais de 11% para 160,45 dólares por ação, após a fabricante de carros elétricos ter anunciado que duplicou os lucros no ano passado para 12.556 milhões de dólares.

26.01.2023 Taxas Euribor descem a 6 e a 12 meses e sobem a 3 meses

A taxa Euribor desceu hoje a seis meses, depois de na véspera ter registado um máximo de janeiro de 2009, e caiu também a 12 meses, enquanto no prazo de três meses subiu.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno positivo em 06 de junho, desceu hoje 0,006 pontos para 2,922%, contra 2,928% registados em 25 de janeiro (máximo de 14 anos).

A média da Euribor a seis meses subiu de 2,321% em novembro para 2,560% em dezembro.

A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 06 de novembro de 2015 e 03 de junho de 2022).

No prazo de 12 meses, a Euribor recuou 0,011 pontos para 3,352%, contra 3,363% na véspera.

Após ter disparado em 12 de abril para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 05 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril.

A média da Euribor a 12 meses avançou de 2,828% em novembro para 3,018% em dezembro.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, subiu 0,010 pontos para 2,468%, depois de na véspera se ter fixado em 2,458%.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).

A média da Euribor a três meses subiu de 1,825% em novembro para 2,063% em dezembro.

As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 04 de fevereiro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro.

Na última reunião de política monetária, em 15 de dezembro, o BCE aumentou em 50 pontos base as taxas de juro diretoras, desacelerando assim o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 08 de setembro.

Em 21 de julho, o BCE tinha aumentado pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Lusa

26.01.2023 Europa no verde após dois dias de perdas. Nokia escala quase 4% com bons resultados

A Europa arrancou a sessão em terreno positivo, depois de dois dias de perdas, numa altura em que os investidores estão a digerir os resultados trimestrais apresentados pelas cotadas.

As contas têm dado sinais de que os lucros e as margens de alguns setores podem ter capacidade para manterem-se resilientes apesar do abrandamento da economia, segundo a Bloomberg. 

O Stoxx 600 – que reúne as 600 maiores cotadas do bloco – soma 0,49% para 454,30 pontos. Entre os 20 setores que compõe o índice de referência, retalho e tecnologia lideram os ganhos, enquanto "utilities" e setor alimentar comandam as perdas.

Nas principais praças europeias, Madrid avança 0,52%, Frankfurt arrecada 0,16% e Paris soma 0,83%. Londres sobe 0,21%, Amesterdão ganha 1,13% e Milão valoriza 0,78%.

Por cá, a praça lisboeta acompanha a tendência europeia e cresce 0,99%.

Entre as ações em destaque no arranque desta sessão, figuram os títulos da Nokia que sobem 3,73%, depois de a empresa ter reportado resultados acima das estimativas do mercado.

Por sua vez, a empresa de semicondutores STMicroeletronics dispara 4,15%, depois de a companhia ter dado conta de um aumento da receita no quarto trimestre a par da continuação de uma forte procura por parte do setor automóvel pelos seus componentes.

Por fim, a empresa de software SAP cai 3,09%, com o anúncio de que vai despedir cerca de três mil trabalhadores.

26.01.2023 Juros na Zona Euro agravam-se ligeiramente

Os juros agravam-se ligeiramente na Zona Euro, numa altura em que aumenta o apetite de risco pelo mercado acionista.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – referência para a Zona Euro – agrava 0,8 pontos base para 2,153%.

Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos acresce 0,2 pontos base para 3,938%, no mesmo dia em que o Tesouro do país vai ao mercado para emitir dívida a curto prazo.

Na Península Ibérica, a "yield" das obrigações nacionais a dez anos permanece quase inalterada (0,1 pontos base) em 3,014%.

Já os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade somam 0,3 pontos base para 3,103%.

Esta quinta-feira, na Zona Euro, além de Itália também a Finlândia vai ao mercado, para emitir dívida a 15 anos.

26.01.2023 Euro recua mas mantém-se em máximos de nove meses contra o dólar

O euro recua 0,13% para 1,0908 dólares, depois de esta quarta-feira ter ultrapassado a fasquia de 1,09 dólares e alcançado máximos de nove meses.

Os investidores estão a digerir as mais recentes declarações do membro do conselho do BCE, Fabio Panetta, que deixou claro, em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt publicada esta quarta-feira, que "podemos ser otimistas" ainda que tenha pedido cautela sobre o futuro da política monetária na Zona Euro.

"Tivemos boas notícias no que toca à inflação, já que é provável que o aperto na oferta que atingiu a economia nos últimos meses esteja a começar a diminuir". "Podemos dar-nos ao luxo de ser otimistas, mas devemos ser prudentes e permanecer vigilantes", alertou Panetta.

Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde conta dez divisas rivais – está a negociar na linha d’ água (0,07%) para 101,71 pontos.

O índice caiu para mínimos de nove meses esta quarta-feira, pressionado pela expectativa de que a Fed abrande o ritmo da subida das taxas de juro na reunião da próxima semana, para a qual o mercado espera um aumento de 25 pontos base dos juros diretores nos EUA.

26.01.2023 Ouro cai após três dias consecutivos de ganhos

O ouro segue a cair, depois de ter valorizado pelo quarto dia consecutivo durante a sessão asiática.

O metal amarelo perde 0,27% para 1.940,79 dólares a onça. O movimento acontece horas antes de se saber se o PIB nos EUA cresceu no último trimestre do ano passado e em que dimensão.

Depois de ter registado uma queda nos dois primeiros trimestres do ano passado, tendo entrado em recessão técnica, a economia norte-americana cresceu 3,2% no terceiro trimestre.

Durante a madrugada lisboeta, o ouro estava a subir, impulsionado pela queda do número de mortes e internamentos graves por covid-19 na China face ao pico de janeiro.

O metal amarelo estava ainda a ser beneficiado recuo do dólar para mínimos de nove meses, o que torna o investimento em matérias-primas denominadas na nota verde mais atrativa para quem negoceia com outras moedas.

26.01.2023 Dólar e China impulsionam petróleo. Gás oscila entre ganhos e perdas

O petróleo avança, impulsionado pela queda do dólar – a moeda que denomina esta matéria-prima nos principais mercados: Nova Iorque e Londres – e pelas boas notícias vindas do maior importador de ouro negro do mundo, a China.

O West Texas Intermediate (WTI) – negociado em Nova Iorque – sobe 0,22% para 80,33 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias – avança ligeiramente (0,07%) para 86,18 dólares por barril.

Os números de mortes causadas por covid-19 e de internamentos graves por este vírus na China já está 70% abaixo do pico de janeiro, segundo os dados apresentados esta quarta-feira por Pequim, o que deve ajudar na recuperação da procura chinesa por petróleo, à medida que a economia do país regressa à normalidade.

O crude beneficiou ainda da queda do índice do dólar – que compara a nota verde contra dez divisas rivais – para mínimos de nove meses esta quarta-feira, tornado as matérias-primas denominadas em dólares mais atrativas para quem negoceia com outras moedas.

No mercado do gás, a matéria-prima negociada em Amesterdão – referência para o mercado europeu – arrancou as negociações a oscilar entre ganhos e perdas, após três dias em queda.

Depois de subir até 2,4%, o gás de referência segue a cair 1,2% para 56 euros por megawatt-hora, numa altura em que o mercado está avaliar a reabertura chinesa que pode aumentar a competição da procura por gás.


Desde o início de janeiro, a matéria-prima negociada em Amesterdão já caiu 25%. As obras de manutenção num gasoduto na Noruega devem pressionar os preços do gás europeu esta quinta-feira.

26.01.2023 Europa deve arrancar sessão no verde. Japão desliza ao som do banco central

A Europa deve arrancar a sessão desta quinta-feira em terreno positivo, com um aumento do apetite pelo risco, enquanto a Ásia fechou o dia de forma mista.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 somam 0,7%, pelo que o índice deve arrancar as negociações, dando continuidade aos ganhos desta quarta-feira.

Na Ásia, a sessão terminou de forma mista. No Japão, o Topix perdeu 0,1% e o Nikkei desvalorizou 0,12%, horas depois de serem publicadas as atas da última reunião do Banco do Japão, em que a instituição reiterou a sua política monetária acomodatícia.

Na China, o tecnológico Hang Seng escalou 2,1%, impulsionado em parte pela subida das ações chinesas deste setor cotadas nos EUA. Já Xangai subiu 0,76%.

Por fim, na Coreia do Sul, o Kospi valorizou 1,5%. Pela Índia e Austrália, as bolsas estão fechadas esta quinta-feira.

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