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Prisão preventiva para homem que planeou atentado contra Marcelo

Prisão preventiva para homem que planeou atentado contra Marcelo

Marco Aragão vai aguardar julgamento na ala psiquiátrica do Hospital Prisional de Caxias.

O homem que planeou um atentado contra o Presidente da República vai ficar em prisão preventiva, avança a CNN Portugal. Esta foi a medida de coação determinada pelo juiz de instrução criminal (JIC) que realizou o interrogatório do arguido.

Marco Aragão, um ex-militar de 40 anos, considerado considerado perigoso e com antecedentes por crimes violentos, vai aguardar julgamento na ala psiquiátrica do Hospital Prisional de Caxias, onde terá de realizar exames para aferir da sua sanidade mental.

O antigo oficial do Exército passou a última noite tranquilo tem mostrado um comportamento calmo, até mesmo desinteressado e apático, adianta a CNN Portugal, que diz que o detido passou a última noite tranquilo, não oferecendo qualquer tipo de resistência.

Marco Aragão, que ficou isolado na cela, encontra-se medicado.

À saída do tribunal, no Campus de Justiça, Lisboa, Nuno Rodrigues Nunes, advogado de defesa, considerou a decisão do JIC "perfeitamente adequada" e "equilibrada", tanto mais que, em sua opinião, este "não é um caso de polícia, mas sim de saúde mental, que tem de ser tratado".

"Esta foi a melhor decisão", comentou o advogado, precisando que o tribunal enviou o seu constituinte para o Hospital Prisional de Caxias "para fazer mais exames" e "depois ver qual a medida de coação mais adequada", tendo em conta o relatório hospitalar, bem como aquele que será elaborado pela psiquiatra que segue clinicamente o arguido.

Em resposta aos jornalistas, Nuno Rodrigues Nunes disse ter a expectativa de que o seu constituinte seja declarado inimputável.

O advogado adiantou que o arguido se encontra "estável", segundo a indicação que tem recebido da mulher do suspeito.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve o suspeito na manhã desta terça-feira na zona da Grande Lisboa.

A PJ informou, em comunicado, que "no âmbito de inquérito titulado pelo DIAP de Lisboa, procedeu" esta terça-feira à "detenção fora de flagrante delito, de um indivíduo suspeito da prática dos crimes de coação agravada, de extorsão na forma tentada e de detenção de arma proibida".

Na nota é referido que os factos "remontam ao passado dia 26 de outubro, através de carta dirigida" ao Presidente da República, "com ameaças de morte e tentativa de extorsão, contendo no seu interior uma munição de arma de fogo".

Após uma "aturada investigação por parte da Unidade Nacional Contra Terrorismo", conseguiu-se "chegar à identificação do presumível autor da prática" dos referidos crimes, tendo sido esta terça-feira "realizada uma busca à residência deste, e a apreensão de vários elementos de prova".

Recorde-se que no ano passado, uma carta com uma bala no seu interior e a exigência de um pagamento de um milhão de euros foi entregue no Palácio de Belém dirigida a Marcelo Rebelo de Sousa. O caso foi entregue à PJ.

"Fiquei a saber mais tarde, mas não vi a carta, que pedia uma quantia avultada, um milhão de euros, e que dava o número de telefone e dava o número da conta bancária. Depois não acompanhei mais o processo, porque entendi que era uma forma de ameaça muito sui generis, a pessoa identificar-se, dizendo que queria dinheiro. Desvalorizei", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, já esta terça-feira.

"Respeito as intervenções das autoridades competentes", acrescentou.

As ameaças ao chefe de Estado surgiram em outubro, numa carta com uma bala no seu interior enviada para a Casa Civil em que alegadamente era exigido o pagamento de um milhão de euros para não matar o chefe de Estado, com a indicação da conta bancária para onde deveria ser feita a transferência do dinheiro.

O envelope com a carta e a bala foram então remetidos para a Unidade de Contraterrorismo da PJ e sujeitas a perícias no Laboratório de Polícia Científica.

Na altura, o chefe de Estado, que não se encontrava na residência oficial quando o envelope foi entregue, desvalorizou a situação, afirmando, em declarações à CMTV, ter recebido mais "ameaças" quando tinha programa de televisão na RTP e na TVI, do que em Belém.

"Quem anda nesta vida e eu já ando há 30 anos tem disto enfim às dezenas (...). Acontece, eu não dou grande importância", disse.

Referiu que este tipo de situações acontece espaçadamente, nunca se tendo confirmado qualquer gravidade.

"Isto acontece espaçadamente nunca se veio a confirmar qualquer gravidade da situação. Normalmente há o caso da perturbação ou nem é possível investigar o que se trata porque são cartas anónimas e, portanto, aqui também não porque estava fora. Estando fora os serviços entenderam comunicar à Policia Judiciária", afirmou na altura.

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