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Exame Informática | Microsoft assume que PlayStation tem mais jogos exclusivos e que muitos são de melhor qualidade

Exame Informática | Microsoft assume que PlayStation tem mais jogos exclusivos e que muitos são de melhor qualidade

À primeira vista, até podem parecer tiros nos pés, mas parte da estratégia da Microsoft passa por elogiar e engrandecer os feitos da Sony nos videojogos, como argumentos para liberar a compra da Activision junto dos reguladores

O processo de investigação do regulador britânico (Competition and Markets Authority, ou CMA) já contém as respostas e alegações da Microsoft, no que toca à intenção de compra da Activision Blizzard. O documento data de 31 de outubro, mas as respostas só agora estão a ser tornadas públicas. Na argumentação, a Microsoft (responsável pela Xbox) explica que a Sony (responsável pela PlayStation) tem mais jogos exclusivos e que muitos deles são até de melhor qualidade.

“Além de ser o fornecedor dominante de consolas, a Sony é também uma poderosa editora de jogos (…) A Sony tem praticamente o mesmo tamanho da Activision e quase o dobro do tamanho do negócio de edição de jogos da Microsoft (…) Havia mais de 280 títulos exclusivos de estúdios próprios e de terceiros na PlayStation em 2021, quase cinco vezes mais do que na Xbox”, lê-se no documento, citado pelo Eurogamer.

A Microsoft salienta que além dos exclusivos em nome próprio da Sony – The Last of Us, Ghost of Tsushima, God of War e Spider-Man – a empresa nipónica tem ainda acordos de exclusividade com terceiros, citando Final Fantasy 7 Remake, Bloodborne ou Silent Hill 2 como jogos que não estão, nem estarão na Xbox. A empresa realça ainda que “a média de pontuações da Metacritic para o top 20 de jogos exclusivos da Sony foi de 87/100 em 2021, contra 80/100 na Xbox”.

O foco da justificação da Microsoft passa pela exclusividade dos jogos e pela competitividade no mercado, pois estes são temas cruciais para os reguladores aprovarem ou reprovarem a intenção de compra da Activision. A Sony alegou que a aquisição pode levar a Microsoft a tornar o franchise Call of Duty, avaliado em centenas de milhões de dólares anuais, exclusivo da Xbox, embora a Microsoft já se tenha defendido, dizendo que ofereceu um acordo para manter a saga na PlayStation pelo menos durante os próximos dez anos.

O CEO da Microsoft Gaming, Phil Spencer, preferiu apontar baterias noutra direção, durante um podcast no The Verge, no qual referiu que um dos motivos principais para a aquisição da Activision prende-se com a intenção de marcar presença e dominar o segmento de mobile gaming. No documento da CMA, a empresa explica que “no momento atual, a Xbox não tem presença material no mobile e a capacidade de chegar a estes jogadores é impedida pelo duopólio efetivo da Apple e da Google na provisão das lojas de aplicações móveis. A aquisição da Activision fornece à Xbox capacidades e conteúdos no mobile, que atualmente lhe faltam, enquanto cria novas oportunidades de distribuição para os criadores de jogos fora do circuito das lojas de apps”.

A investigação da CMA está em curso, sem prazo definido para conclusão ainda.

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