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Visão | Bombeiros da CPLP empenhados em criar mecanismo que facilite resposta a emergências

Visão | Bombeiros da CPLP empenhados em criar mecanismo que facilite resposta a emergências

Os bombeiros dos países de língua portuguesa estão empenhados na criação de um mecanismo que facilite a preparação e resposta a uma eventual emergência em qualquer um destes estados, disse à Lusa o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses

Anfitrião do VI Encontro da União dos Bombeiros dos Países de Língua Portuguesa (UBPLP), que decorre em Mafra, António Nunes afirmou que já há muitos anos, quando ocorre uma qualquer catástrofe num país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), “se pode socorrer de contactos bilaterais ou multilaterais”.

“A questão da organização dos bombeiros é que, provavelmente, não terá um mecanismo de contacto permanente onde isso possa vir a ser facilitado”, indicou.

Mas ressalvou que “qualquer país da CPLP que tenha uma catástrofe e necessite de uma assistência humanitária, de um ou outro [Estado-membro] qualquer, ela será efetuada através dos contactos entre os vários Estados envolvidos nessa situação”.

E recordou que foi isso mesmo que aconteceu aquando do ciclone Idai, que atingiu Moçambique em 2018, causando uma grande destruição.

Segundo António Nunes, a UBPLP está a recuperar os encontros interrompidos em 2014, pois desde então os países registaram alterações legislativas e dos dirigentes das próprias organizações.

“O que vai sair deste encontro é a criação de pelo menos um mecanismo informal para haver uma informação permanente e, em vez de nos reunirmos anualmente, podermos fazer em periodicidades mais curtas, através da tecnologia, e isso permitirá ter mecanismos de acompanhamento das situações, mesmo de uma forma informal”, indicou.

O objetivo, prosseguiu, é facilitar a preparação da resposta de emergência, a qual “tem de vir via Estado de cada um dos países”.

Sobre as características da resposta dos bombeiros em cada um dos países da CPLP, disse que “não há dois países iguais” e que estes “também têm vindo a organizar e a reorganizar os seus serviços” e a adequá-los à “tipologia das suas catástrofes”.

“É normal que os modelos de organização possam ser diferentes. Mas há uma base: A Proteção Civil, em qualquer dos países, em situação de emergência, baseia-se nos bombeiros. É uma realidade que não podemos descurar e Portugal também não o pode fazer”, advertiu.

E prosseguiu: “São os bombeiros que, em circunstâncias diárias ou episódicas, são os primeiros a avançar na defesa de vidas e bens. Em todos os países se verifica isso. Com algum nome diferente, por aqui ou ali, a palavra bombeiros está presente”.

Organizado pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), o encontro conta com a presença de 25 delegados de sete países: Cabo Verde, Angola, Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Brasil, Timor Leste e Portugal.

Próximo do local onde está a decorrer o encontro estão expostas quatro viaturas — três ambulâncias e um veículo de combate a incêndios – que vão ser oferecidas a Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

SMM // PJA

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