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Brasil, coleções e artistas premiados fazem a programação do MAAT para 2023

Brasil, coleções e artistas premiados fazem a programação do MAAT para 2023

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia deu hoje a conhecer a programação para 2023, a primeira pensada por João Pinharanda. Sem avançar uma palavra sobre o protocolo com a Fundação de Serralves, o museu da Fundação EDP aposta em mostrar artistas brasileiros, coleções privadas e artistas que venceram no passado o Prémio EDP.

É a primeira programação com a marca de João Pinharanda, o historiador e crítico de arte que assumiu, no início de janeiro, a direção do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, da Fundação EDP e que revelou, esta sexta-feira, os eixos centrais do que vão apresentar em 2023.

Embora esteja previsto e protocolado um acordo com a Fundação de Serralves, no Porto, nesta apresentação não foi avançado qualquer detalhe. A programação divulgada contempla apenas os espaços do MAAT e da Central Tejo.

A programação para o próximo ano prevê 13 exposições e assenta em três eixos. Por um lado, uma aposta nos artistas brasileiros, sendo exemplo disso nomes como Jonathas de Andrade, que abre em janeiro a exposição “Olho – Faísca”, ou Pollyanna Freire que, apesar de viver em Portugal há algumas décadas, nasceu em São Paulo e leva ao MAAT a exposição “Vão”. Outro caso é o de Ernesto Neto que em outubro apresenta na Galeria Oval do museu uma mostra onde “trabalha a ideia de uma árvore, um embondeiro, e a herança da língua portuguesa”, explicou Pinharanda na apresentação.

Outro dos pontos fortes da programação para 2023 passa por uma grande retrospetiva do trabalho da artista portuguesa Luísa Cunha. “Hello, are you There?” abre “no dia 18 de maio, dia dos museus”, indicou o diretor do MAAT aos jornalistas, explicando que nesta exposição, comissariada por Isabel Carlos, a artista irá também mostrar novas peças.

Joana Vasconcelos, primeira vencedora do Prémio EDP (2000), vai levar ao MAAT a exposição “Árvore da Vida”, com peças criadas recentemente para expôr em França e algumas das suas icónicas Valquírias. Foto: Pedro Sarmento Costa/Lusa Joana Vasconcelos, primeira vencedora do Prémio EDP (2000), vai levar ao MAAT a exposição “Árvore da Vida”, com peças criadas recentemente para expôr em França e algumas das suas icónicas Valquírias. Foto: Pedro Sarmento Costa/Lusa

O segundo grande eixo da programação do MAAT passa pelas coleções. Numa altura em que a própria coleção EDP já soma mais de 2.500 peças, a fundação recebe em outubro a Coleção da Fundação Carmona e Costa. Trata-se, avançou João Pinharanda, de “uma coleção de caráter internacional que acumula há 40 anos peças e que não é mostrada no seu todo”, habitualmente.

Além desta coleção, o MAAT vai também trazer a Lisboa a coleção do Vitra Design Museum e apresentar de março a agosto a exposição “Plástico: Reconstruir o nosso mundo”, que reúne objetos de design icónicos criados pela Fábrica da Vitra. Esta é, de resto, uma exposição que vai coabitar com outra. “A Extraordinária Coleção de Hervé di Rosa” vai dar a conhecer o colecionismo compulsivo de Hervé di Rosa, que “criou um universo paralelo” das “artes não reconhecidas”, no Museu Internacional de Artes Modestas.

A terceira aposta da programação do MAAT passa pela “responsabilidade de continuar a acompanhar jovens artistas que estiveram no prémio EDP”, explicou João Pinharanda, como é o caso da artista Joana Vasconcelos, que vai levar ao MAAT a exposição “Árvore da Vida”, de setembro a março de 2024, e onde a primeira vencedora do Prémio EDP (2000) vai mostrar, entre outras, peças criadas recentemente para expôr em França e algumas das suas icónicas Valquírias.

Outra das grandes apostas na programação para 2023 é uma exposição em torno do artista do surrealismo Mário Cesariny, cujo centenário do nascimento se celebra no próximo ano. A exposição será uma espécie de porta de entrada para o mundo do artista e de muitos outros criadores seus contemporâneos.

Na conferência desta sexta-feira, o MAAT revelou ainda que o número de visitantes já voltou aos dados de 2019, antes das condicionantes da pandemia, e indicou que registaram uma mudança de paradigma no público com a exposição de VHILS, que esperam manter.

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