www.jn.ptjn.pt - 25 nov. 11:09

Liberais atacam PCP por posição face à guerra na Ucrânia e atiram com o 25 de novembro

Liberais atacam PCP por posição face à guerra na Ucrânia e atiram com o 25 de novembro

Ao criticar o facto de o PCP defender uma taxação sobre os lucros extraordinários, a Iniciativa Liberal acabou por atacar a posição dos comunistas face à guerra da Ucrânia. "Nós aqui defendemos o interesse do povo, não defendemos o interesse de Moscovo", atirou o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Rodrigo Saraiva, acabando por introduzir o tema do 25 de novembro no hemiciclo, que culminou em aplausos do centro-direita.

O assunto em cima da mesa no debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2023 era a taxação dos lucros extraordinários, quando o líder parlamentar da Iniciativa Liberal usou da palavra para criticar a posição do PCP, acabando os dois partidos envolvidos em mimos, que culminaram em ataques à posição dos comunistas sobre a guerra na Ucrânia e com o acenar da data que se assinala, esta sexta-feira: o 25 de novembro.

"O PCP ataca sempre o grande capital mas esquece-se de atacar as receitas extraordinárias do Estado, que este ano vão ser seis mil milhões de euros. Esta questão é moralmente errada, porque abre a porta para que, quando vierem os prejuízos extraordinários, o Estado tenha que por a mão", sustentou o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Rodrigo Saraiva, vincando: "Lucros privados prejuízos privados".

Referindo-se à data que se assinala esta sexta-feira (a do dia em que um movimento militar pôs fim ao fim do Processo Revolucionário em Curso), Rodrigo Saraiva abordou a situação internacional com a guerra na Ucrânia, para atacar o PCP: "Neste momento da história, sacrificados e esmagados são os ucranianos".

"Em nome do PCP, quero transmitir aos trabalhadores portugueses que tiveram aqui este insulto que manifestou bem o desprezo que as classes dominantes têm para com o povo e pelos sacrifícios que enfrenta, que um dos preceitos constitucionais é a riqueza distributiva. Hoje em dia, aqueles que criam riqueza empobrecem os trabalhadores", respondeu o deputado do PCP, Bruno Dias.

O contra-ataque não tardou. "Nós aqui defendemos o interesse do povo, não defendemos o interesse de Moscovo", acusou Rodrigo Saraiva, acrescentando: "Falta de respeito pelo povo? O 25 de novembro dói-vos na alma e dói-vos no corpo".

"Em primeiro lugar, viva a democracia, viva o 25 de novembro!", declarou, de imediato, o deputado do PSD, Alexandre Poço, acabando aplaudido pelas bancadas do centro-direita e de pé pela sua bancada.

E nem o Chega deixou escapar a oportunidade, atirando não apenas ao PCP mas também ao presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, por ter omitido a data que se celebra esta sexta-feira. "O 25 de novembro que livrou Portugal de uma ditadura comunista", apontou o líder parlamentar do partido, Pedro Pinto.

"Quanto ao 25 de novembro, é uma data como outras muito importantes e essas várias datas é que explicam que sejamos uma democracia pluralista onde cabem todos", respondeu Augusto Santos Silva.

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