observador.ptobservador.pt - 25 nov. 11:25

Presidente cubano em Pequim para reunir com homólogo chinês e assinar acordos

Presidente cubano em Pequim para reunir com homólogo chinês e assinar acordos

Díaz-Canel afirma que "é uma honra estar de volta à China", um grande amigo de Cuba, e espera "umas horas intensas e produtivas" para desenvolveram as relações bilaterais.

O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, chegou esta madrugada à China para uma visita oficial de dois dias, que inclui um encontro com o homólogo chinês, Xi Jinping, e a assinatura de acordos bilaterais.

É uma honra estar de volta à China, país com o qual temos laços próximos. Viemos a convite do estimado Presidente, Xi Jinping, grande amigo de Cuba. Aguardam-nos horas intensas, produtivas e com certeza emocionantes”, escreveu Miguel Díaz-Canel na rede social Twitter, junto com imagens da sua chegada a Pequim.

Es un honor estar nuevamente en China, país al que nos unen tantos lazos entrañables. Venimos en respuesta a una invitación del estimado presidente Xi Jinping, gran amigo de #Cuba. Nos esperan horas intensas, productivas y de seguro emocionantes. Ya les iremos contando. ???????? ???????? pic.twitter.com/dGTrSD3hIQ

— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) November 24, 2022

Díaz-Canel aterrou na China oriundo da Turquia, na última paragem de um périplo internacional, que incluiu também visitas à Argélia e Rússia, numa altura em que a ilha atravessa um dos piores momentos económicos das últimas décadas, devido a uma grave crise energética.

A deslocação à China do Presidente cubano e da sua comitiva ocorre num circuito fechado, no qual os visitantes não têm contacto com o mundo exterior, em cumprimento com as medidas altamente restritivas de prevenção epidémica vigentes na China. Foi neste tipo de “bolha” que se realizou a visita do chanceler alemão, Olaf Scholz, no início deste mês.

Chanceler alemão visita Pequim em período de reajuste nas relações com a China

Nas imagens da chegada, Miguel Díaz-Canel aparece a descer do avião acompanhado da mulher, Lis Cuesta.

O líder cubano também vai reunir com o presidente da Assembleia Nacional Popular, o órgão máximo legislativo da China, Li Zhansu, e com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, segundo a Presidência cubana.

A mesma fonte disse que está prevista a assinatura de mais de dez acordos bilaterais.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning destacou, no início desta semana, que Díaz-Canel é o primeiro líder da América Latina e do Caribe a visitar o país asiático, após o 20.º Congresso do Partido Comunista da China (PCC), que se realizou em outubro passado, e no qual Xi Jinping obteve um terceiro mandato, quebrando com a tradição política das últimas décadas na China.

“Estamos confiantes de que a visita vai injetar um novo ímpeto no desenvolvimento das relações sino – cubanas e impulsionará novos progressos na nossa amizade e cooperação”, acrescentou.

Cuba foi, em 1960, o primeiro país latino-americano a estabelecer relações diplomáticas com a República Popular da China, fundada em 1949.

A China tem tradicionalmente apoiado Cuba em fóruns internacionais como as Nações Unidas, nos quais pediu o levantamento do embargo norte-americano.

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