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Maradona morreu há dois anos. FIFA faz homenagem no Qatar

Maradona morreu há dois anos. FIFA faz homenagem no Qatar

Gianni Infantino, presidente da FIFA, juntou em Doha vários campeões do mundo pela Argentina, em 1978 e 1986. "Diego é algo mais que uma lenda, é um mito", disse Jorge Valdano, que partilhou o momento mais glorioso de El Pibe, no México 86.

A FIFA assinalou esta sexta-feira, em Doha, no Qatar, o segundo aniversário da morte de Diego Maradona, estrela do Mundial de 1986 que levou a Argentina à conquista do segundo título de campeão do mundo.

Gianni Infantino, presidente da FIFA, reuniu vários campeões mundiais argentinos de 1978 e 1986 em torno de uma estátua do antigo craque com a taça Jules Rimet na mão. "Diego Maradona é único e somos gratos pelo seu talento", disse o líder do organismo que gere o futebol.

Remembering the great Diego Maradona, who sadly passed away two years ago today.

You are always in our thoughts, Diego pic.twitter.com/ZI5LCYhaKD

- FIFA.com (@FIFAcom) November 25, 2022

Fillol, Larrosa, Villa, Kempes, Bertoni, Tarantini, Pumpido, Tapia, Bochini, Batista, Burruchaga, Ruggeri, Giusti, Valdano e Enrique foram os campeões mundiais que marcaram presença e exibiram uma camisola com uma foto de El Pibe a beijar a taça. Presentes estiveram ainda outras antigas estrelas do futebol mundial como Hristo Stoitchkov, Javier Zanetti, Diego Simeone, Juan Sorín e o antigo selecionador argentino José Pekerman.

No seu discurso, Infantino deixou um pedido para que "a partir de agora em todos os Mundiais" se homenageie Maradona. "Sou italiano e adepto do Inter. Não sou argentino, nem do Nápoles, mas gosto muito de Diego. Foi o meu ídolo e fiquei muito contente de que tenhamos (a FIFA) conseguido recuperar a relação que tivemos com ele, depois de convivermos no Mundial da Rússia. É uma honra estar con todos estes campeões a recordá-lo", disse o presidente da FIFA.

Curioso é que esta homenagem da FIFA surge apesar da má relação que Maradona sempre teve com os dirigentes que geriram o organismo, que acusava de ter interesses financeiros, em vez de potenciar o crescimento do futebol em todo o mundo.

Além disso, Diego sempre deixou claro que o caso de doping no Mundial de 1994, nos Estados Unidos tinha sido encenado pela FIFA como retaliação. A verdade é que no final do jogo em que foi ao controlo anti-doping, duas enfermeiras foram buscar o jogador ao relvado.

Jorge Valdano, antigo avançado campeão do mundo de 1986 ao lado de Maradona, foi o porta-voz dos argentinos: "Diego pertenece-nos a todos. Os jogadores de 1986 tiveram o privilégio de partilhar com ele o seu momento mais glorioso. As lendas tornam-se maiores com o tempo, não se enfraquecem. E Diego é algo mais que uma lenda, é um mito."

Na sua página de Twitter, a FIFA fez também questão de deixar uma palavra sobre os dois anos do desaparecimento do ídolo de todos os argentinos, considerado como um dos melhores jogadores de todos os tempos. "Relembramos o grande Diego Maradona, que tristemente faleceu há dois anos. Estarás sempre nos nossos pensamentos, Diego", pode ler-se.

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