observador.ptobservador.pt - 23 set. 21:36

Alemanha aceita, Bálticos rejeitam. Europa dividida sobre acolhimento de russos que fogem da mobilização

Alemanha aceita, Bálticos rejeitam. Europa dividida sobre acolhimento de russos que fogem da mobilização

Os países Bálticos, a República Checa e a Polónia já anunciaram que não receber russos que fogem da mobilização parcial por "razões de segurança". Mas Alemanha mostra-se disponível.

O preço dos voos disparou, os aeroportos encheram e até as pesquisas no Google de “como partir o braço” aumentaram. A mobilização parcial decretada pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi recebida com pânico por alguns membros da reserva, que podem ser recrutados para o conflito na Ucrânia. Muitos ponderam fugir do país natal para evitar serem chamados e a Europa está diante de um dilema: deve aceitar os cidadãos russos que fogem da guerra?

A resposta é mista e não há parece haver, para já, unidade no que diz respeito ao tema. Um dos primeiros países a anunciar que não ia receber os russos que fugiam da mobilização foi a Letónia, que partilha fronteira com a Rússia. “Não vamos emitir vistos humanitários ou outros tipos de vistos para aqueles cidadãos russos que estão a fugir da mobilização e não vamos mudar as restrições fronteiriças introduzidas a 19 de setembro”, anunciou Edgars Rinkēvičs, ministro dos Negócios Estrangeiros letão, alegando que por detrás da decisão estão “razões de segurança”.

“Muitos russos que agora estão a fugir da Rússia por causa da mobilização estavam de acordo com matar ucranianos, mas, se não protestaram na altura, não é correto considerá-los como objetores de consciência. Há riscos de segurança consideráveis ao admiti-los”, escreveu Edgars Rinkēvičs na sua conta pessoal do Twitter.

Many of Russians who now flee Russia because of mobilisation were fine with killing Ukrainians, they did not protest then, it is not right to consider them as conscious objectors. There are considerable security risks admitting them and plenty of countries outside EU to go

— Edgars Rinkēvičs (@edgarsrinkevics) September 22, 2022

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