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BEI investiu 14 mil milhões em projetos de energia verde em 2021

BEI investiu 14 mil milhões em projetos de energia verde em 2021

Número foi avançado pelo presidente do Banco Europeu de Investimento. Werner Hoyer alerta para “perigo muito real de interrupções totais do fornecimento de gás no Inverno”.
O Banco Europeu de Investimento (BEI) investiu 14 mil milhões de euros em projetos de energia verde em 2021. O número foi avançado pelo presidente da instituição na conferência "Inovação para um futuro resiliente e sustentável" organizada pelo BEI e pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG) com o patrocínio do Presidente da República

O BEI, garantiu Werner Hoyer numa intervenção feita através de vídeoconferência, "já é um dos maiores investidores em energia". "No ano passado investimos 14 mil milhões em parques solares e eólicos, hidrogénio verde, redes elétricas, armazenamento de baterias e medidas de eficiência energética em edifícios e na industria", afirmou.

Estes investimento, no entanto, "não serão suficientes". "São também necessários investimentos em setores como dos metais, cimento, fertilizantes, alumínio, transportes e outros", enfatizou, explicando que estes são "setores nos quais as tecnologias sem carbono ainda não existem ou são muito caras, são setores nos quais muito depende da inovação e onde os produtos são muito arriscados para financiamento privado".

O BEI está a debater com os Estados-membros como pode, "enquanto banco climático da UE", apoiar este processo. A ideia é que o BEI possa tomar parte dos riscos financeiros para mobilizar o capital privado "à escala necessária". "Desta forma", disse, "podemos garantir que alguns projetos avançam apesar dos riscos".

Em Portugal, o BEI coopera com o governo para o desenvolvimento do setor do hidrogénio e apoiou o Windfloat, a primeira plataforma eólica offshore de larga escala.

"Risco real de interrupção de fornecimento de gás"

Werner Hoyer sublinha que "os desafios para a Europa e o mundo são enormes", pelo que "temos de começar a levar a sério a segurança energética, a ação climática e as novas tecnologias".

O líder do banco público europeu elencou os principais desafios enfrentados pela União Europeia devido à "guerra de Putin de agressão à Ucrânia", que colocou a nu "a dependência energética de regiões de regimes autocráticos".

O conflito, lembrou, trouxe um aumento dramático nos preços da energia, que "alimenta a alimentação, desacelera a economia e coloca em perigo a coesão social". Werner Hoyer entende mesmo que existe "o risco muito real de interrupções totais do fornecimento de gás no Inverno".

A tudo isto somam-se os efeitos das "alterações climáticas que ameaçam a forma como vivemos", alertou.

Por isso, entende que o tema da inovação para um futuro sustentável e resiliente "já foi visto como puramente técnico, como uma preocupação abstrata, mas já não é assim". "A sustentabilidade e resiliência dos sistemas energéticos europeus, e por arrasto da nossa economia e modo de vida, são agora um assunto prioritário a nível nacional e europeu". E apela: "Não há tempo a perder e se fizermos isto sairemos desta crise mais fortes do que antes".

Nada disto existe, no entanto, sem capital: "O capital necessário para financiar a transição energética existe, mas temos de canalizá-lo melhor para os investimentos necessários", entende, mas para isso é necessário "usar o financiamento público de forma hábil para mobilizar o financiamento privado de que precisamos".
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