observador.ptobservador.pt - 23 set. 17:12

Passos tentou coligação com Seguro antes de Portas reverter a demissão irrevogável. Líder do PS "infelizmente" não aceitou

Passos tentou coligação com Seguro antes de Portas reverter a demissão irrevogável. Líder do PS "infelizmente" não aceitou

O Observador faz a pré-publicação do livro "Diplomacia em Tempo de Troika", um livro do embaixador Luís Almeida Sampaio. Passos Coelho faz revelações sobre a crise do irrevogável no prefácio da obra.

É mais um capítulo da história recente sobre os tempos em que troika esteve em Portugal, escrita por quem a viveu. Pedro Passos Coelho revelou que tentou obter um acordo de Bloco Central com o então líder do PS, António José Seguro, durante a “crise do irrevogável” e ainda antes de chegar a acordo com Paulo Portas para a continuidade do Governo de coligação PSD/CDS. No livro Diplomacia em Tempo de Troika, de Luís Almeida Sampaio — do qual o Observador aqui pré-publica um parte — o antigo primeiro-ministro conta a sua versão da maior crise do governo de direita no prefácio da obra.

O então líder do PSD tinha uma viagem marcada para Berlim e decidiu ir na mesma, para mostrar pelo menos a solidez da sua liderança — já que a do Governo estava em causa depois de Paulo Portas, líder do CDS e parceiro de coligação, ter anunciado que pedia a demissão e que essa era “irrevogável”. Já na capital alemã, Passos Coelho “ainda não tinha obtido uma garantia de que o segundo partido da coligação se manteria no governo, apesar da intenção firme”  de Paulo Portas de “vir a abandonar o Governo”.

O antigo primeiro-ministro conta que “naquela manhã não sabia sequer se teria ou não Governo no dia seguinte.” Passos Coelho acreditava que só o PSD “poderia chefiar o governo do país naquele quadro parlamentar” e  que a outra alternativa, “a realização de eleições, naquele contexto significaria pelo menos ter de pedir um novo resgate!” — Passos escreve assim mesmo, com ponto de exclamação, a hipótese de um novo resgate.

O antigo líder do PSD ficou então com a “noção muito clara do que estava em jogo” e procurou que o PS “pudesse apoiar no Parlamento os esforços do governo para que este pudesse fechar o programa de ajustamento”. Para isso, Passos Coelho pediu ajuda ao então presidente da comissão, Durão Barroso, e ao líder dos socialistas no Parlamento Europeu, Martin Schulz para convencerem Seguro a aceitar um acordo com o seu Governo.

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