jornaleconomico.ptjornaleconomico.pt - 23 set. 17:33

"Inovação é um estado de espírito". Conferência do BEI discute tecnologia ao serviço da eficiência energética

"Inovação é um estado de espírito". Conferência do BEI discute tecnologia ao serviço da eficiência energética

"É fundamental mobilizar capital direcionado para a transição ecológica e desenvolver um ecossistema de inovação eficiente a nível da UE para que Portugal e a Europa possam desempenhar um papel de liderança na corrida tecnológica mundial", defende Ricardo Mourinho Félix, vice-presidente do BEI.

Teve lugar em Lisboa uma conferência dedicada ao tema “Inovação para um futuro sustentável e resiliente”, organizada pelo BEI em cooperação com o ISEG, “com o Alto Patrocínio do Presidente da República”, durante a qual os diversos oradores identificaram formas de financiar o desenvolvimento de novas tecnologias que resultarão em inovações disruptivas e fortalecerão a posição da Europa na corrida tecnológica mundial.

Esta foi a primeira conferência em Portugal coorganizada pelas três instituições.

“A inovação é um estado de espírito” e “é disruptiva”. É preciso “pôr a tecnologia ao serviço da eficiência energética”, defendeu Bertrand Piccard, investigador, psiquiatra e pioneiro em tecnologia limpa.

Nas palavras de Ricardo Mourinho Félix, vice-presidente do BEI responsável por Portugal, “as novas tecnologias e a inovação disruptiva são o produto de uma reflexão colaborativa”.

“É fundamental mobilizar capital direcionado para a transição ecológica e desenvolver um ecossistema de inovação eficiente a nível da UE para que Portugal e a Europa possam desempenhar um papel de liderança na corrida tecnológica mundial”, defende Ricardo Mourinho Félix.

“Portugal realizou progressos importantes neste domínio, nomeadamente no sentido de fomentar tecnologias inovadoras de aproveitamento de energias renováveis, a mobilidade sustentável, a renovação urbana e a eficiência energética, de proteger o oceano e promover uma economia azul sustentável e de criar um ecossistema de inovação que já deu origem a algumas das mais notáveis empresas unicórnio da Europa” considera o BEI.

A conferência reuniu em Lisboa “importantes especialistas em tecnologia para debater o papel do novo financiamento das tecnologias do futuro”.

Já Clara Raposo, Presidente do ISEG, defende que “a inovação é fundamental para encontrar soluções para as sérias preocupações atuais sobre os limites do nosso planeta e o acesso a recursos essenciais na crise geopolítica em que nos encontramos”.

“Um papel de liderança da Europa neste domínio é a melhor notícia possível para as gerações mais jovens, mas isso só se pode concretizar se, mais cedo ou mais tarde, forem desenvolvidas soluções tecnológicas inovadoras”, considera a futura administradora do Banco de Portugal.

A conferência internacional incluiu um painel intitulado ‘Financiar a inovação disruptiva para a transição ecológica’ e uma sessão de debate informal dedicada ao tema ‘O ecossistema de inovação da UE e os bancos de políticas públicas’. Nele participaram Lurdes Gramaxo, Partner at Bynd Venture Capital and President of Investors Portugal, Portuguese Association of Early Stage Investor; Rui Teixeira, Chief Financial Officer da EDP; e Debora Revoltella, Chief Economist European Investment Bank.

Identificar os elementos das tecnologias que são necessários para concretizar a transição ecológica mas que ainda não foram desenvolvidos ou que se encontram nas fases iniciais de desenvolvimento, a fim de acelerar a transição para uma economia mais sustentável e justa, é um dos objetivos do BEI com esta conferência no ISEG.

Uma parte significativa das tecnologias necessárias para implementar a transição verde ainda não foram desenvolvidas ou estão num estágio inicial do seu desenvolvimento. Os especialistas defendem que é crucial identificar essas tecnologias e apoiar os investigadores, os inovadores e outros parceiros com vista a “acelerar a transição para uma economia mais sustentável e justa”.

“Tendo em conta os avultados investimentos necessários, o sector público desempenha um papel crucial para facilitar a dupla transição digital e ecológica, corrigindo as deficiências do mercado e apoiando investidores inovadores”, defende o BEI.

Têm de ser discutidas “formas de os bancos de políticas públicas alavancarem investimentos do sector privado, desde capital de risco a dívida privilegiada, especificamente orientados para apoiar projetos em diferentes etapas de desenvolvimento tecnológico ou de implantação no mercado”.

Há que aproveitar as mudanças climáticas e a sustentabilidade ambiental em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com o Acordo de Paris e com o “Acordo Verde” da UE, defende o BEI.

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