observador.ptObservador - 7 ago. 00:18

O cuspo da Maitê Proença

O cuspo da Maitê Proença

É para não sermos tentados por nacionalismos que dão a Portugal uma superioridade que nunca teve que temos de saber que os brasileiros que cá estão são o Portugal do nosso tempo: cabe-nos orientá-los.

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A maior parte das pessoas que me lê é do Brasil. Gosto de pensar que, nesse sentido, sou um português que está mais à frente porque, a menos que haja uma mudança substancial da chegada ininterrupta de brasileiros, qualquer português que seja lido em Portugal no futuro será necessariamente lido por uma quantidade crescente deles. No meu tempo de vida nunca me apercebi de uma mudança tão grande a acontecer connosco e por isso continuo a achar extraordinário (e extraordinário também no sentido de chocante) que se fale tão pouco na imprensa (pelo menos do que vou lendo) acerca da nossa abrasileirização em curso. No fundo, talvez não me surpreenda tanto: nós, portugueses, temos uma hesitação fora de série ao lidar com a mudança.

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