observador.ptobservador.pt - 6 ago. 14:33

As melhorias teóricas ficaram a uma posição da prática: Miguel Oliveira sai do 13.º lugar no Grande Prémio da Grã-Bretanha

As melhorias teóricas ficaram a uma posição da prática: Miguel Oliveira sai do 13.º lugar no Grande Prémio da Grã-Bretanha

Português não conseguiu dar continuidade aos registos nas duas primeiras sessões livres, passou pela Q1 e ficou à beira da Q2 no dia em que foi notícia pela mais do que provável ida para a Aprilia.

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Mais motivado, mais crente naquilo que seria possível fazer a nível de desenvolvimento de moto, mais leve depois de quase cinco semanas de paragem. À chegada a Silverstone, que recebe este domingo o Grande Prémio da Grã-Bretanha a assinalar o início da segunda metade do Mundial de MotoGP, Miguel Oliveira falou à SportTV e mostrou-se bem mais confiante do que parecia estar no final da primeira fase da época, concluída com um total de quatro nonos lugares consecutivos que lhe valem a décima posição na geral. ” A paragem soube bem. Deu espaço para respirar, ver a minha filha crescer e recuperar energias. Estamos muito confiantes para este início da segunda metade da época. Julgo que a pista servirá bem à moto. A KTM trabalhou alguns aspetos para a melhorarmos. Estou confiante, sinto-me bem”, referiu.

“Não posso anunciar por prazos contratuais mas o meu futuro passa pelo MotoGP muitos anos”: o regresso de Miguel Oliveira ao Mundial

O tabu a propósito da equipa que irá representar em 2023 está praticamente desfeito, com a RNF Aprilia a antecipar-se à KTM e a assegurar o piloto português na equipa estreante no Mundial depois de ter acabado a parceria como satélite da Yamaha. No entanto, e por razão meramente contratuais, Miguel Oliveira vai mantendo a mesma postura prudente para não melindrar nenhuma das partes. Na pista, a história foi outra. Sem medos, sem tabus, a mostrar a tal confiança própria e na moto. E, depois de um 14.º lugar na sessão da manhã a 0,2 segundos do companheiro Brad Binder, cravou o sexto melhor registo.

“Hoje de manhã não me senti imediatamente confortável com a moto. À tarde demos um pequeno passo e fomos competitivos. Estou feliz – e vejo espaço para melhorias. Na minha volta mais rápida cometi um erro na curva 7 e também temos ideias para melhorar o comportamento da moto nas curvas. O objetivo é classificar imediatamente para o Q2 e obter uma boa posição na grelha”, explicou o português que, nos TL2, conseguiu ser quase um segundo mais rápido do que o sul-africano da KTM de fábrica.

Piloto Miguel Oliveira em sexto nos treinos livres do GP de Inglaterra

“Tentámos encontrar um pouco mais de potência através do escape”. Nos testes de comparação, não notei grandes diferenças de velocidade ou desempenho mas as vibrações são menores. Prefiro o novo escape, deixa o motor mais suave e o som também é diferente. Este é o mesmo escape que testámos em Jerez, que foi o primeiro protótipo na época. Foi então desenvolvido e este é o produto final. Em Jerez o escape era tão silencioso que não conseguia ouvir a própria moto. Agora é significativamente mais alto. A minha equipa trabalha muito bem, dão-me a sensação do que preciso para poder conduzir um pouco mais rápido. Continuo a pilotar como se fosse continuar com a KTM”, disse Oliveira, citado pelo Motosport.

Agora é (quase) oficial: Miguel Oliveira vai mudar para a Aprilia. O que falta? “Está tudo pronto mas se patinar custa uma multa enorme…”

Era neste contexto que surgia a terceira sessão de treinos livres, com o português a apostar tudo num tempo que lhe permitisse saltar de forma direta para mais uma Q2, assegurando um posto nas quatro linhas iniciais da grelha de partida em busca da posição o mais à frente possível. No entanto, e apesar de ter melhorado ligeiramente o tempo da véspera, Oliveira acabou por não ir além do 14.º posto na terceira sessão de treinos livres dominada por Aleix Espargaró, caindo para a Q1 com o companheiro Brad Binder, que voltou a ficar atrás mostrando que a KTM não conseguiu melhorias dos primeiros treinos apesar de acabar a quarta sessão de treinos livres com um dos tempos mais rápidos antes da Q1.

Estava dado o mote para ser um dos mais rápidos da primeira qualificação, algo que ficou confirmado na primeira metade com aquele que era o segundo melhor tempo apenas atrás de Enea Bastianini. A seguir à paragem, todos foram conseguindo melhorar os seus registos, houve grande alternância entre as posições cimeiras mas, além de Bastianini, foi Marco Bezzecchi a garantir a outra vaga para a Q2, com o português a ficar apenas a 97 milésimas da passagem e a sair assim do primeiro lugar da quinta linha (13.º).

Em atualização

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