observador.ptobservador.pt - 6 ago. 23:13

Mapa da guerra. O que se sabe sobre o 164.º dia do conflito

Mapa da guerra. O que se sabe sobre o 164.º dia do conflito

Foco dos combates começa a deslocar-se para sul, com a Rússia a concentrar-se no controlo da faixa contígua à Crimeia. No plano internacional, há grande preocupação com a central nuclear de Zaporíjia.

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Completou-se este sábado o 164.º dia consecutivo de guerra na Ucrânia. O foco dos combates começa a deslocar-se para sul, com a Rússia a concentrar-se no controlo da faixa contígua à Crimeia. No plano internacional, há grande preocupação com a central nuclear de Zaporíjia, com Rússia e Ucrânia a culparem-se mutuamente pelo incidente que quase levou a uma explosão.

Aqui ficam alguns dos pontos centrais do que aconteceu este sábado na guerra da Ucrânia.

  • A guerra na Ucrânia está a entrar numa “nova fase”, com o foco dos combates a deslocar-se da região de Donbass para a zona sul do país. As forças russas movem-se de Donbass, de vários locais ocupados e do território russo para a região da Crimeia, onde deverão apoiar ataques na região de Kherson, diz o Ministério da Defesa britânico, numa análise das movimentações no terreno publicada este sábado.
  • A diretora-executiva da Amnistia Internacional (AI) da Ucrânia demitiu-se depois de num relatório publicado a organização acusar os militares ucranianos de colocarem a vida de civis em risco ao utilizarem infra-estruturas civis, como escolas, durante o conflito. Oksana Pokalchuk escreveu que tentou dissuadir a organização de publicar o relatório tal como foi publicado.
  • O Papa Francisco recebeu o embaixador ucraniano na Santa Sé, Andrii Yurash, numa altura em que o Vaticano estuda uma possível viagem do pontífice a Kiev para pedir o fim da guerra.
  • O conselheiro presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, disse que “por milagre” não aconteceu um desastre na Europa, esta noite, com a explosão da central nuclear de Zaporíjia. Apontou também “provocações perigosas” por parte da Rússia. Kiev e Moscovo trocam acusações e culpas pelo incidente, enquanto que regulador nuclear estatal da Ucrânia aponta um risco alto de “incêndio”, “fuga de hidrogénio e pulverização radioativa”.
  • O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, manifestou-se este sábado “extremamente preocupado” com o bombardeamento de ontem da maior central nuclear da Europa, sob ocupação russa em território ucraniano.
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