observador.ptobservador.pt - 6 ago. 21:53

José Carlos Pereira e a adição. “Ter ficado rotulado foi uma das coisas mais difíceis de ultrapassar”

José Carlos Pereira e a adição. “Ter ficado rotulado foi uma das coisas mais difíceis de ultrapassar”

Há 7 anos, no dia da morte do ator Rodrigo Menezes, pediu ajuda. Para se afastar do álcool e das drogas, esteve meses numa clínica de reabilitação. Hoje escolhe não beber. Parceria Observador/FLAD.
Uma iniciativa

A notícia fez capa de revistas e títulos de jornais em 2014: José Carlos Pereira estava internado numa clínica de reabilitação para tratar a dependência de álcool e drogas. O ator estava, na altura, a gravar uma novela, que teve de parar. O mediatismo que tinha obrigou-o a lidar com o problema em público. Não se arrepende de ter assumido o que estava a viver, mas admite que com esse mediatismo veio também um rótulo que muitos ainda não conseguiram descolar-lhe da pele — e que foi, para ele, das coisas mais difíceis de ultrapassar em todo o seu processo de recuperação.

Nesta entrevista inserida na série “Labirinto — Conversas sobre Saúde Mental“, uma iniciativa do Observador e da FLAD, gravada na Livraria Déjà Lu, na Cidadela de Cascais, conta que, quando pediu ajuda, vivia em “roda livre”, num padrão de consumo semanal, sempre à procura de euforia e dias de festa. E relaciona os primeiros passos para esse padrão com a cultura daquela época, em que, como ator, era pago para sair à noite e beber. Preocupa-se, aliás, com o facto de agora ser “cool” beber, sobretudo pelo impacto que isso tem nos mais jovens, e lamenta que a dependência de substâncias como álcool e drogas (algumas legais) seja transversal a vários setores da sociedade.

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