jornaleconomico.ptAna Pina - 5 ago. 00:08

Empresas zombie

Empresas zombie

Como é que uma empresa pode sobreviver anos e anos seguidos sem gerar lucros? Talvez se as autoridades públicas e as entidades financeiras começassem por esta avaliação se evitassem males maiores.

É imanente ao conceito de empresa que esta tenha como objecto o exercício de uma actividade económica, e que do exercício dessa actividade económica resulte um excedente que designamos como lucro.

A existência de empresas que reiteradamente não são lucrativas é uma verdadeira contradição nos termos e deve ser objecto de uma especial atenção no momento em que ao país vão afluir fundos de dimensão muito relevante.

Portugal tinha, em 1990, 388.892 empresas, e tem, em 2020, 1.316.256 empresas (Fonte: Pordata). Para um país de reduzida vocação empreendedora e de reconhecida escassez de capitais para investir, convenhamos que a existência de uma empresa por cada oito portugueses não deixa de ser surpreendente.

O Estado ao permitir a sua existência, além de permitir uma fuga fiscal por conta de um suposto emprego que não quantifica ou valoriza com exactidão, está a sobrecarregar os contribuintes pagantes com taxas agravadas, a reduzir a viabilidade das empresas frágeis e a afastar as viáveis… porque ou lhes retira recursos ou sobretaxa os seus méritos.

Por outro lado, os escassos recursos de que o país dispõe talvez fossem melhor utilizados por empresas viáveis, rentáveis, e que, ainda que fragilizadas pela conjuntura, têm um percurso de resultados positivos.

O autor escreve de acordo com a antiga ortografia.

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