jornaleconomico.ptjornaleconomico.pt - 5 jul. 12:00

Do turismo à cultura, são estas as ocupações onde o emprego mais cresceu na UE no primeiro trimestre

Do turismo à cultura, são estas as ocupações onde o emprego mais cresceu na UE no primeiro trimestre

Assistentes de preparação de comida, trabalhadores dos serviços pessoais e profissionais das tecnologia de informação e comunicação. São estas as ocupações onde o número de pessoas empregadas mais cresceu, em termos relativos, no primeiro trimestre face ao período homólogo.

A ocupação de assistente de preparação de comida foi a que mais viu o número de pessoas empregadas crescer, em termos relativos, nos primeiros três meses do ano, face ao trimestre homólogo de 2021, na União Europeia. A nota divulgada esta terça-feira pelo Eurostat dá conta de que, entre as ocupações que registaram os maiores saltos no emprego, no Velho Continente, constam também a de trabalhador dos serviços pessoais, a de profissional das tecnologias de informação e a de profissional da cultura.

Segundo os dados agora conhecidos, entre o primeiro trimestre de 2021 e o de 2022, o total de pessoas empregadas como assistentes de preparação de comida subiu de 1,1 milhões para 1,4 milhões. Ou seja, registou-se um salto de 25,1%, numa altura em que as economias europeias estão a recuperar do impacto da crise pandémica e das restrições que a ela ficaram associadas, que afetaram, sobretudo, setores ligados ao contacto presencial com o público, como o turismo e a restauração.

Aliás, o Eurostat avança esta terça-feira que o segundo maior acréscimo de emprego foi verificado na ocupação de trabalhador dos serviços pessoais, tendo o número de pessoas empregadas aumentado 15,6% para 7,6 milhões de trabalhadores. Ora, nesta ocupação, encaixam-se, por exemplo, os cozinheiros, os guias-turísticos, os cabeleireiros, os trabalhadores domésticos e os comissários de bordo, o que significa que este crescimento pode também ter estado ligado à recuperação do turismo.

“Os profissionais das tecnologias de informação e comunicação ficaram em terceiro lugar, com uma subida de 9,6% entre o primeiro trimestre de 2021 e o primeiro trimestre de 2022”, acrescenta o gabinete de estatísticas do Velho Continente. Neste grupo, estão, por exemplo, convém explicar, os analistas e os profissionais que desenvolvem software e aplicações. Entre janeiro e março, havia, no total, 4,5 milhões de pessoas empregadas nesta ocupação, mais 400 mil do que no mesmo período de 2021.

Já o número de profissionais ligados ao universo jurídico, social e cultural na União Europeia aumentou 9,4% para 3,5 milhões de trabalhadores, enquanto o número de gerentes dos setores da hospitalidade, retalho e outros serviços cresceu 9,1% para 2,4 milhões de trabalhadores.

“A seguir, na lista de ocupações com aumentos mais significativos de pessoas empregadas, aparecem os profissionais administrativos (7,4%), os trabalhadores do artesanato e impressão (6,7%), os técnicos de informação e comunicação (5,9%), os profissionais de ciência e engenharia (5,7%) e os gerentes de serviços especializados e de produção (5,3%)”, acrescenta o Eurostat.

Em contraste com estas ocupações, entre o primeiro trimestre de 2021 e os primeiros três meses de 2022, caiu o número de trabalhadores empregados no setor da agricultura, floresta e pescas, na União Europeia. Em causa está uma quebra de 12,6%, o recuo mais acentuado, no mercado laboral do bloco comunitário.

Um quarto dos desempregados da UE encontrou emprego entre janeiro e março

Esta terça-feira, o Eurostat também deu a conhecer os fluxos registados, no primeiro trimestre, no mercado de trabalho da União Europeia, avançando que um em cada quatro desempregados conseguiu encontrar um novo posto de trabalho, no primeiro trimestre do ano.

“Entre o quarto trimestre de 2021 e o primeiro de 2022, 3,6 milhões de desempregados na União Europeia (25,2% de todos os desempregados registados nos últimos três meses de 2021) encontraram um trabalho”, precisa o gabinete de estatísticas.

No mesmo período, 7,2 milhões de desempregados continuaram nessa situação, enquanto 3,3 milhões de indivíduos que não tinham emprego passaram à inatividade. Por outras palavras, metade (51,3%) dos que estavam desempregados mantiveram-se nessa situação, enquanto 23,6% saíram da força de trabalho.

Já entre os que estavam empregados no último trimestre de 2021, 1,2% passaram ao desemprego (2,3 milhões de europeus), no primeiro trimestre doe 2022. E 2,4% transitaram para a inatividade (4,7 milhões de europeus).

Em contraste, entre os inativos, 4,5% (5,4 milhões de europeus) encontraram um emprego e 3,2% (3,8 milhões de europeus) passaram ao desemprego, o que significa que passaram a procurar, ativamente, um posto de trabalho e a estar disponíveis para começar a exercer funções, caso encontrem uma oportunidade de trabalho.

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