jornaleconomico.ptjornaleconomico.pt - 24 jun. 12:42

Credit Suisse emite dívida de emergência para se capitalizar. Concorrentes querem comprar ativos do banco

Credit Suisse emite dívida de emergência para se capitalizar. Concorrentes querem comprar ativos do banco

Credit Suisse emite dívida de emergência enquanto a Julius, State Street, o JPMorgan, o Goldman Sachs e o JP Morgan consideram a possibilidade de expandir o seu negócio através da compra de ativos que esperam que o banco suíço tenha de pôr à venda numa reestruturação.

O Credit Suisse, segundo maior banco suíço, teve de emitir uma dívida de emergência a uma taxa de juro de 9,75% para se capitalizar, avança o Invertia.

Os analistas acreditam que poderá ainda assim ser necessário um aumento de capital para o Credit Suisse entre 6 mil milhões e 8 mil milhões de dólares.

Entretanto, os bancos rivais e algumas gestoras de activos já estão à espera de um eventual plano de desinvestimento do Credit Suisse a fim de reduzir os seus negócios internacionais, e a Julius Baer, a State Street, o JP Morgan e o Goldman Sachs podem ter interesse em comprar, avança o Invertia.

O grupo bancário suíço anunciou no final da semana passada que no próximo dia 29 de julho iria recomprar a emissão de títulos de elevada subordinação  AT1 (Additional Tier 1) que foi emitida com um juro elevado de 7,125 % durante a anterior crise financeira global, por 1,5 mil milhões de dólares,  para fazer uma nova emissão com um juro ainda mais alto, a 9,75 %. A taxa exigida pelos investidores, quase em dois dígitos, reflete a situação financeira precária do Credit Suisse.

A redução de valor faz parte do plano de financiamento do banco para 2022, que inclui um programa para emitir até 2,1 mil milhões de dólares em instrumentos de capital AT1 (Additional Tier 1).

O Credit Suisse tem uma escassez significativa de folga no capital, o que é exacerbado por problemas financeiros e de reputação na sequência do colapso do fundo de cobertura da Archegos e do colapso do Greensill Capital, um grupo britânico especializado em financiamento de cadeias de fornecimento.

O Invertia invoca ainda como sinal de fragilidade do banco o facto de o Chairman, António Horta-Osório ter tido uma saída forçada da cúpula do banco, sendo substituído por Axel P. Lehmann.

O CEO do Credit Suisse em Espanha, Wenceslao Bunge, e responsável também pelo mercado português, renunciou esta semana ao cargo em pleno processo de reorganização do banco. A notícia foi avançada pelo Expansión.

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