observador.ptobservador.pt - 24 jun. 11:18

Jornalista da Al-Jazeera foi morta por tropas israelitas, conclui ONU

Jornalista da Al-Jazeera foi morta por tropas israelitas, conclui ONU

Foram as tropas de Israel que dispararam a 11 de maio contra Shireen Abu Akleh, que naquele momento estava vestida com um colete à prova de bala com a indicação de que era jornalista.

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O tiro que matou a jornalista do canal de televisão internacional Al Jazeera Shireen Abu Akleh foi disparado pelas tropas israelitas durante um ataque militar à cidade de Jenin, no dia de 11 de maio, revelou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. A informação é avançada pela AgenceFrancePresse (AFP)

#BREAKING UN finds journalist Shireen Abu Akleh was killed by Israeli fire pic.twitter.com/NMCvFWSJhS

— AFP News Agency (@AFP) June 24, 2022

Shireen Abu Akleh morreu a 11 de maio nas proximidades do campo de refugiados palestinianos em Jenin, na Cisjordânia — território palestiniano ocupado por Israel desde 1967 –, e onde nesse dia decorria uma operação militar israelita.

No momento em que foi baleada, a jornalista palestiniano-norte-americana estava vestida com um colete à prova de balas, onde estava inscrita a palavra Press.

Na altura, as autoridades palestinianas garantiram que Shireen Abu Akleh, foi “martirizada durante a ocupação de Jenin”, depois de ter sido baleada na cabeça por forças de Israel. Por seu turno, o exército israelita atribuiu os disparos contra jornalistas a supostos “terroristas” palestinianos.

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Dois dias depois, a 13 de maio, a indignação que a morte da jornalista causou um pouco por todo o globo, viria a agravar-se com as imagens do funeral. As forças de segurança israelitas reprimiram o cortejo fúnebre de Abu Akleh, junto ao hospital St. Joseph, recorrendo a bastões e bombas de gás. A carga policial atingiu inclusivamente os homens que transportavam o caixão, que quase caiu ao chão.

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Já anteriormente à investigação da ONU, o procurador-geral da Autoridade Palestiniana mostrou que a repórter do canal árabe foi atingida por uma bala de calibre 5.56 mm disparada por uma Ruger M40, uma arma de precisão norte-americana, e que “a única origem dos disparos foram as forças de ocupação israelitas“.

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Igualmente uma investigação da CNN, cujas conclusões vieram a público há cerca de um mês, ofereceu provas de que não houve um combate ativo, nem militantes palestinianos, perto de Shireen Abu Akleh nos momentos que antecederam a sua morte, sugerindo que foi morta num ataque direcionado pelas forças israelitas.

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Com 51 anos de idade, Shireen Abu Akleh foi “uma das primeiras correspondentes da Al Jazeera no terreno”, tendo começado a trabalhar para o canal de televisão internacional com sede no Qatar em 1997.

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