rr.sapo.ptrr.sapo.pt - 24 jun. 13:17

IPSS. Padre Lino Maia diz que apoio do Estado em 2020 não foi suficiente

IPSS. Padre Lino Maia diz que apoio do Estado em 2020 não foi suficiente

Presidente da Confederação das Instituições de Solidariedade Social concorda com o relatório do Tribunal de Contas que conclui que o Estado falhou no apoio às IPSS durante a pandemia e afirma que o grande problema é a Saúde não olhar para estas instituições.

O Estado falhou na atribuição de apoios às IPSS durante a pandemia. De acordo com o Tribunal de Contas, os 160 milhões de euros transferidos para as instituições particulares de solidariedade social em 2020, não chegaram de igual forma a todas as instituições e que os apoios estatais ficaram aquém do que seria necessário.

À , o presidente da Confederação das Instituições de Solidariedade Social (CNIS) confirma que o apoio não foi suficiente. “Não foi o que deveria ter sido”, sublinhou o padre Lino Maio, realçando que “algumas instituições, nomeadamente uniões, ficaram para trás”.

“Não que não se tenham candidatado, mas que pela burocracia, de facto, ainda não tiveram os apoios a que se candidataram e que mereciam. O grande problema das instituições é, de facto, o da escassez de recursos, porque aí o Estado em que tem que se chegar”, explica.

O presidente da CNIS alerta ainda para outro problema que deriva do aumento de custos das instituições no decorrer da pandemia. “Penso que o Tribunal de Contas não sublinha este aspeto, mas o grande problema ainda é o não olhar por parte da Saúde para estas instituições.”

Entende que o Estado tem de agir e cumprir com as suas obrigações, defendendo a necessidade dos lares serem revistos porque na sua opinião estes não estão ajustados às necessidades de idosos dependentes de tantos apoios.

Há já pessoas a fugir deste setor. É um trabalho duro e mal pago, diz o responsável, concordando, por isso, com a recomendação deixada pelo Tribunal de Contas.

O presidente da CNIS alerta ainda para a necessidade de os idosos serem acompanhados por pessoas formadas.

“Estamos com problemas. Já estávamos e eles vêm-se acentuando. As pessoas que estão nos lares, precisam de pessoas especializadas, trabalhadores especializados, mas é preciso também outra parte, eles normalmente não são pagos como deveriam ser. As tabelas remuneratórias são, de facto, baixas. Não é possível serem melhores neste momento, mas têm que ser”, defende.

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