desporto.sapo.ptdesporto.sapo.pt - 24 jun. 09:00

Pedalar, subir, descer e sofrer, de Copenhaga até Paris. A maior prova de ciclismo do mundo arranca daqui a uma semana

Pedalar, subir, descer e sofrer, de Copenhaga até Paris. A maior prova de ciclismo do mundo arranca daqui a uma semana

Não há João Almeida na Volta a França mas há mais portugueses, como Nelson Oliveira....

É já no próximo dia 1 de Julho que se inicia a 109ª edição da Volta a França em bicicleta, a prova mítica do ciclismo mundial. Durante vinte e um dias, desde Copenhaga até aos míticos Campos Elísios em Paris, os maiores nomes da modalidade irão pedalar, subir, descer e sofrer naquele que é um dos espetáculos mais mediáticos do planeta.

De Copenhaga irão partir 176 corredores, divididos por vinte e uma equipas, dezassete do ‘World Tour’ (divisão de elite), e quatro do ‘UCI Pro Teams’ (divisão inferior). No pelotão estarão os portugueses Nélson Oliveira (equipa Movistar) e Rúben Guerreiro (equipa Education First Easypost).

O Trabalhador incansável

Nélson Oliveira é considerado um dos ciclistas mais experientes da equipa Movistar, estando prestes a iniciar a sua quinta Volta a França. O corredor da Anadia é visto como um valioso ‘gregário’, ou seja, um elemento da equipa cujo principal foco é ajudar o líder a alcançar o melhor lugar possível na classificação geral.

Nelson Oliveira terá assim como foco ajudar Enric Mas a conseguir melhorar o sexto lugar alcançado na edição anterior. Todavia, o ciclista da Bairrada terá também oportunidade para se destacar aquando dos dois contrarrelógios que compõem a edição 2022 do Tour.

Um trepador que não pára de subir

No polo oposto está Rúben Guerreiro; o ciclista da Education First Easypost faz este ano a sua primeira Volta a França, isto depois de já se ter estreado na Vuelta em 2019 e no Giro em 2020, prova onde o corredor, não só venceu a nona etapa, como também conquistou a camisola de rei da montanha.

Considerado como um dos melhores trepadores do pelotão mundial, Rúben Guerreiro chega ao Tour em excelente forma depois de ter alcançado o nono lugar no ‘Critérium du Dauphiné’, e de ter vencido o ‘Mont Ventoux Dénivelé Challenge’, prova com 4.521 metros de acumulado de subida e com rampas entre os 5 e os 10 porcento de inclinação.

Prodígio esloveno à procura do hat-trick

Tadej Pogacar, da equipa UAE é o principal favorito à vitória. O jovem esloveno procura este ano repetir triunfo alcançado em 2021 e alcançar assim a sua terceira vitória consecutiva no Tour.

Na edição transata, Pogacar venceu categoricamente, deixando o segundo, Jonas Vingegaard, a mais de cinco minutos, e o terceiro, Richard Carapaz, a mais de sete. Para este domínio em muito contribuiu o abandono prematuro do também esloveno Primoz Roglic, um dos principais adversários de Pogacar na luta pela camisola amarela; Roglic não sobreviveu ao dantesco mau tempo da Bretanha, sofrendo duas aparatosas quedas que o levaram a desistir do Tour ainda durante a primeira semana.

Primeira semana: de Copenhaga aos empedrados

Felizmente para Roglic, a edição deste ano não passará pela região bretã. Com efeito, a prova terá início com um contrarrelógio plano de 13 quilómetros na cidade de Copenhaga, transformando a Dinamarca no décimo país anfitrião do arranque do Tour; os nórdicos irão receber as três primeiras etapas da prova.

Depois de um dia de descanso, o pelotão chega a França para concluir uma primeira semana que se prevê muito animada com etapas já com alguma montanha (subidas de terceira e uma de primeira categoria) e vários quilómetros de piso empedrado que irão pôr à prova a destreza e resistência dos ciclistas.

Segunda semana: Os Alpes e a Bastilha

A segunda semana será recheada de montanha com o pelotão a chegar aos Alpes. De entre as várias e difíceis subidas, os ciclistas terão pela frente montanhas míticas como é o caso do ´Col du Télégraphe’, o ‘ Col du Galibier’, que o pelotão irá enfrentar por duas vezes, e ainda o ‘Aple D´Huez, este último a coincidir com o Dia da Bastilha (14 de Julho).

Terceira semana: Pirenéus e crono antes da consagração

Na terceira e última semana, e depois de uma etapa mais plana, chegará a vez dos Pirenéus, o último grande obstáculo antes de Paris. Serão seis subidas de primeira categoria e duas de categoria especial distribuídas por três etapas que certamente irão servir de campo de batalha para os favoritos.

Ultrapassados os Pirenéus, e caso ainda haja incerteza no que à classificação geral diz respeito, teremos um contrarrelógio de 40 quilómetros no penúltimo dia; será a última oportunidade para se alcançarem os objetivos propostos antes da mítica e tradicional última etapa que irá terminar nos Campos Elísios em Paris.

Ciclistas como Tadej Pogacar, Primoz Roglic, Alexandr Vlasov, Ben O´Connor, Jonas Vingegaard ou Daniel Martinez são apenas alguns dos nomes a ter em conta e que certamente irão animar as estradas gaulesas durante vinte e um dias; todos com o sonho de chegar aos ‘ Champs-Elysées vestidos de amarelo.

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