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Há agora 348 casos do vírus Monkeypox. Alentejo regista primeiras infeções

Há agora 348 casos do vírus Monkeypox. Alentejo regista primeiras infeções

A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou mais 20 casos de infeção humana por Monkeypox, elevando para 348 o número total de infetados, que se mantêm "em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis".

Portugal registou mais 20 casos de infeção humana por Monkeypox, indica esta sexta-feira a Direção-geral da Saúde (DGS). Há agora, no total, 348 infetados.

É em Lisboa e Vale do Tejo que se verifica o maior número de casos, mas também foram reportadas infeções nas regiões Norte, Algarve e, pela primeira vez, no Alentejo.

As infeções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) ​"​​​são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos", refere a DGS,

"Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis", lê-se na atualização divulgada hoje no site do organismo dirigido por Graça Freitas.

A DGS recorda que "uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas".

Os sintomas mais comuns desta infeção pelo vírus Monheypox são "febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas".

Perante sintomas, a DGS recomenda que as pessoas devem "procurar aconselhamento clínico" e que, "ao dirigirem-se a uma unidade de saúde, deverão cobrir as lesões cutâneas".

Esta sexta-feira ficou a saber-se que a África do Sul confirmou o primeiro caso de infeção por Monkeypox. As autoridades de saúde do país identificaram na quinta-feira o primeiro caso em Joanesburgo, a capital económica do país.

"O paciente é um homem de 30 anos de Joanesburgo que não tem histórico de viagens, o que significa que não pode ser atribuído a ter sido adquirido fora da África do Sul", anunciou o ministro da Saúde da África do Sul Joe Phaahla.

O governante referiu que o caso foi confirmado através de testes laboratoriais realizados pelos Serviços Laboratoriais de Saúde Pública, acrescentando estar em curso um processo de rastreamento de contactos.

Aos jornalistas, cientistas do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD) da África do Sul alertaram para a possibilidade de ocorrência de mais casos do novo vírus nos próximos dias.

A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido identificou como grupo de maior risco os homens que fazem sexo com outros homens e que têm múltiplos parceiros, participam em sexo em grupo ou frequentam locais onde o sexo ocorre nas instalações.

A transmissão do vírus não está associada especificamente a relações homossexuais, mas é favorecida pela proximidade resultante de qualquer tipo de relação sexual.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infetadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Com Lusa

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