observador.ptobservador.pt - 23 jun. 10:51

Bailaricos e balões regressam às ruas do Porto depois de dois anos atípicos

Bailaricos e balões regressam às ruas do Porto depois de dois anos atípicos

Os festejos da noite de São João, que se celebra de 23 para 24 de junho nas ruas do Porto, regressam após dois anos, devido à pandemia de Covid-19. A noite de São João será "descentralizada".

Os bailaricos, balões, martelos, sardinhas e fogo de artifício voltam esta quinta-feiraa a animar e preencher as principais ruas do Porto para, depois de dois anos atípicos, celebrar a noite de São João que será “descentralizada” por três palcos.

A festa daquela que é considerada a noite mais longa do ano está de regresso à cidade do Porto, depois de dois anos “pequenina” e aconselhada a fazer-se em casa devido à pandemia.

As condições de segurança nas ruas estão “asseguradas”, ainda que dependam “de cada um”, assegurou o presidente da câmara na segunda-feira durante uma visita aos divertimentos instalados na Rotunda da Boavista.

Neste São João, que será descentralizado” dos Aliados para três palcos espalhados pela cidade, é esperada a presença de “muita gente nas ruas”, tanto portuenses, para quem este é um fim de semana prolongado, como de fora do Porto.

São João no Porto com programa “descentralizado”. Festa vai ter três palcos principais

“O São João é para todos, para os que vêm da vizinhança, para os turistas, é para toda a gente”, referiu Rui Moreira.

Este ano é também retomada a tradição criada em 2014 pelos presidentes das câmaras do Porto (Rui Moreira) e Vila Nova de Gaia (Eduardo Vítor Rodrigues) de se cumprimentarem a meio da ponte Luiz I, como que a meio do rio que separa os dois concelhos, para assinalar o arranque das festas. As obras no tabuleiro inferior da ponte obrigam a que desta vez o encontro esteja marcado, pelas 18:00, para o superior, que liga a Avenida Vímara Peres, no Porto, à Avenida da República, em Gaia.

Com a festa a regressar às ruas, também os hotéis da cidade voltaram a registar taxas de ocupação entre os 90% e 100%, idênticos à pré-pandemia.

Este ano, o programa é, no entanto, “diferente” para os que se movem na cidade, face aos constrangimentos provocados por algumas obras em curso, como a nova linha Rosa da Metro do Porto, na Avenida dos Aliados.

O habitual palco nos Aliados será substituído por três palcos: um na praça do Rossio nos Jardins do Palácio de Cristal, outro no Largo Amor de Perdição (na zona da Cordoaria) e por último, um na praça da Casa da Música.

Sobem ao palco do Palácio de Cristal, pelas 20h00, Romana, Saul e Marante. Já pelas 220h0, no Largo Amor de Perdição, os foliões são Toy e José Malhoa e pelas 23h30, na praça da Casa da Música, é a vez de Chico da Tina.

Já na Ribeira, o habitual espetáculo de fogo de artifício, está agendado para as 00h00, sendo que este ano, devido às obras na ponte Luiz I, o fogo será lançado a partir de estruturas flutuantes no rio Douro.

A empreitada vai também condicionar a circulação, estando proibida a passagem no tabuleiro inferior da ponte Luiz I e no tabuleiro superior, onde a passagem pedonal será cortada, o metro circulará até às 23h45 e retoma “assim que possível”.

Festejos da noite de São João obrigam a condicionamentos de trânsito no Porto

Para garantir um “acesso rápido, seguro e cómodo” aos principais locais de animação na cidade, a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) vai reforçar o serviço.

Também a Metro do Porto vai reforçar a operação no âmbito das festividades a partir das 20h00, mas a operação entre o Porto e Gaia estará condicionada.

Já os comboios urbanos do Porto não vão funcionar devido à greve convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI). Esta paralisação junta-se à já anunciada pela empresa para sexta-feira nos urbanos do Porto, ainda que estejam previstos alguns serviços mínimos.

Greve deverá parar comboios urbanos do Porto e Coimbra na quinta-feira

O programa de festas de São João continua na sexta-feira, a partir das 18h00, com o concerto da Banda Sinfónica Portuguesa, na Concha Acústica do Palácio de Cristal.

As festas contam ainda, no dia 2 de julho, com as tradicionais rusgas de São João, que a partir das 17h00, vão desfilar pela praça da Batalha, em direção à rua de Santa Catarina, passando pela rua de Fernando Tomás e Avenida dos Aliados, terminando na praça do General Humberto Delgado com a apresentação final ao júri.

Já no Mercado Temporário do Bolhão estarão expostas, até ao dia 4 de julho, as tradicionais Cascatas Comunitárias de São João, iniciativa desenvolvida pela Oficina Brâmica.

À semelhança de outros anos, os habituais carrosséis, carrinhos de choque, matraquilhos, barraquinhas de farturas, de algodão doce, pipocas, pão com chouriço e sardinhas, marcam presença em diversos divertimentos espalhados pela cidade, como na praça Mouzinho de Albuquerque, no Jardim do Calem, na Avenida D. Carlos I e na Alameda das Fontainhas.

As festividades do São João representam um investimento de 630 mil euros, verba que Rui Moreira considerou “razoável para aquela que é a festa popular mais importante do país”.

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