observador.ptobservador.pt - 23 jun. 11:34

Universidades não abrem vagas para estudantes do ensino profissional

Universidades não abrem vagas para estudantes do ensino profissional

A maioria das universidades do Litoral não abre vagas para os alunos do ensino profissional através do concurso especial de acesso ao Superior. Governo recusou-se a comentar.

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O concurso especial para os alunos do ensino profissional entrarem no Ensino Superior está a decorrer pelo terceiro ano consecutivo. São disponibilizados 506 cursos, uma oferta assegurada em 75% por politécnicos. A maioria das universidades do Litoral não abre vagas e do lado universitário contam-se sete instituições, avança esta quinta-feira o Jornal de Notícias.

O concurso é voluntário e as universidades podem não aderir a esta via de acesso por não apresentarem problemas de procura. O vice-reitor da Universidade de Lisboa, João Peixoto, indicou, ao Jornal de Notícias, que “não têm existido problemas de atratividade de candidatos para as restantes formas de acesso” e que os cursos da ULisboa estão “mais vocacionados” para os alunos do ensino regular.

Por sua vez, a vice-reitora da Universidade de Aveiro, Sandra Soares, destacou que a instituição tem “feito para aumentar a sua capacidade formativa de formação inicial”, mas até à data “não foi dada prioridade a esta via de acesso”.

Ao contrário da Universidade de Lisboa e da de Aveiro, a do Porto abre vagas em Ciências da Educação (em 2021, abriu sete) e o ISCTE oferece um total de 22 cursos, a que poderão ainda acrescentar mais 11 (da Escola de Sintra). O Algarve tem uma oferta de 30 cursos, a UTAD 25, os Açores 17 e a Madeira 12.

Concluíram o ensino Secundário pela via profissional 25,6 mil alunos no ano letivo de 2018/19, o que representa 35% do total. Segundo o Jornal de Notícias, apenas 18% dos diplomados do profissional procuram seguir para o Superior, a maioria opta por cursos com curta duração.

No passado ano letivo ficaram por ocupar 68% das vagas do concurso especial e em 2020/21 ficaram por preencher 74%. O Ministério do Ensino Superior recusou-se a comentar o “fechar de portas” das universidades aos alunos do ensino profissional. Do lado das escolas profissionais é pedida uma maior divulgação desta via de acesso (quando já estão a decorrer as provas de conhecimento para o ingresso nas faculdades) e também uma maior diversificação da oferta.

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