observador.ptobservador.pt - 23 jun. 11:34

Quase 700 mil estrangeiros vivem em Portugal e 30% são brasileiros

Quase 700 mil estrangeiros vivem em Portugal e 30% são brasileiros

O SEF avançou que a comunidade brasileira mantém-se como a principal comunidade estrangeira residente no país. Já o Reino Unido é a segunda nacionalidade estrangeira mais representativa em Portugal.

A população estrangeira residente em Portugal aumentou em 2021 pelo sexto ano consecutivo, totalizando 698.887 cidadãos, mantendo-se a comunidade brasileira como a mais representativa e a que mais cresceu, revelou hoje o SEF.

Em 2021 verificou-se, assim, pelo sexto ano consecutivo, um acréscimo da população estrangeira residente, com um aumento de 5,6% face a 2020, totalizando 698.887 cidadãos estrangeiros titulares de autorização de residência, valor mais elevado registado pelo SEF, desde o seu surgimento em 1976″, refere o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA), a que agência Lusa teve acesso.

O RIFA ressalva que o contexto de pandemia de Covid-19 provocou “uma desaceleração no aumento da população estrangeira residente, em linha com o ocorrido em 2020”, apesar de se manter o crescimento da população estrangeira residente no período compreendido entre 2015 e 2021 (mais 310.156).

Segundo o SEF, os brasileiros mantêm-se como a principal comunidade estrangeira residente no país, representando no ano passado 29,8% do total, o valor mais elevado desde 2012.

O documento avança que, no final do ano passado, viviam em Portugal 204.694 brasileiros, sendo também a comunidade oriunda do Brasil a que mais cresceu em 2021 (11,3%) face a 2020.

O RIFA precisa que o Reino Unido mantém a posição em relação a 2020 apesar do decréscimo de 9,3%, sendo a segunda nacionalidade estrangeira mais representativa em Portugal.

“O crescimento sustentado dos cidadãos estrangeiros, oriundos dos países da União Europeia, confirmam o particular impacto dos fatores de atratividade já apontados em anos anteriores, como a perceção de Portugal como país seguro, bem como as vantagens fiscais decorrentes do regime para o residente não habitual”, realça.

O RIFA destaca também o crescimento dos naturais da Índia que sobe quatro posições, ocupando agora o quinto lugar, ultrapassando a França, China, Ucrânia e Roménia, bem como da Itália que está na quarta posição, “confirmando o crescimento que se tem verificado nos últimos anos”.

Os imigrantes residem sobretudo no litoral, sendo que 68% estão registados nos distritos de Lisboa, Faro e Setúbal, totalizando 466.779 cidadãos residentes, enquanto em 2019 eram 450.074.

O RIFA dá conta que se verificou um aumento de estrangeiros a viver no distrito de Viana do Castelo e, por outro lado, registou-se uma descida em Bragança, frisando que, em termos de áreas de residência, ocorreram subidas em Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo com um aumento de 9,8% em consequência das subidas de Setúbal, Beja e Santarém.

No que diz respeito ao fluxo migratório, o SEF indica que se mantêm a tendência de descida de novos títulos emitidos (111.311), com uma diminuição de 5,8% face a 2020, “confirmando o impacto da pandemia de Covid-19, já observável em 2020”.

Também a maior parte dos novos títulos foram atribuídos a brasileiros (39.456), seguindo-se os indianos (7.407) e Itália (5.302).

“Os motivos mais relevantes na concessão de novos títulos de residência foram a atividade profissional (35.886), o reagrupamento familiar (20.718) e o estudo (10.919)”, lê-se no RIFA, salientando “a forte preponderância da atividade profissional nas nacionalidades oriundas da Ásia”.

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