rr.sapo.ptOpinião de Ribeiro Cristovão - 22 jun. 07:32

Voltamos à realidade de sempre

Voltamos à realidade de sempre

Os três grandes voltam a estar a braços com muitas dificuldades nesta fase do ano, quando se projetam as compras e tentam evitar as vendas. O cenário não só não mudou, como até parece estar a agravar-se significativamente.

Se dúvidas havia, aí está cada vez mais à vista a pequenez da dimensão do futebol português, sobretudo no plano económico, porque quanto ao desportivo ainda vai conseguindo muitas vezes disfarçar.

Os três grandes, independentemente da ordem, voltam a estar a braços com muitas dificuldades nesta fase do ano, quando se projetam as compras e tentam evitar as vendas. O cenário não só não mudou, como até parece estar a agravar-se significativamente.

O Benfica já deixou sair a sua pérola mais preciosa (Darwin), mas outras de menor dimensão poderão estar igualmente junto da porta de saída.

O Sporting está perante a provável debandada de jogadores que ajudaram a construir o sucesso do seu meio-campo num passado muito recente (Matheus Nunes e Palhinha), não se sabendo, por enquanto, se os estragos ficarão confinados a esses dois nomes.

O Futebol Clube do Porto é aquele que parece estar a sofrer o maior rombo no casco.

Fábio Vieira e Vitinha querem experimentar a diferença entre euros e libras, e passar a estar ao vivo com outra dimensão do futebol, porventura a mais qualificada do mundo, dando o salto que a juventude de ambos permitirá fazer progredir de forma mais evidente.

E, também quanto aos portistas, a debandada poderá vir a atingir até maior expressão.

A cobiça sente-se forte, e Sérgio Conceição poderá chegar ao Olival, daqui a alguns dias, olhar para o lado, e constatar que tem que refazer as suas contas à vida.

Quanto a compras a situação é, como sempre, inversa. Procura-se em muitos lados na expectativa de conseguir os preços mais baratos nomes menos sonantes, e assim dar uma pequena satisfação às suas clientelas, ou seja, massas associativas e adeptos.

Claro que há ainda algum caminho para percorrer. No entanto, continua a não ser recomendável embalar em sonhos miríficos, porque o dinheiro é pouco e os bancos há muito que viraram as costas ao futebol.

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