observador.ptobservador.pt - 14 mai. 18:09

Tiago Mayan diz que população "não quer reversão" das avenidas atlânticas no Porto

Tiago Mayan diz que população "não quer reversão" das avenidas atlânticas no Porto

Presidente da União de Freguesias de Aldoar, Foz e Nevogilde, Tiago Mayan, diz população não quer "voltar ao que existia". Conclusão deriva de auscultação pública.

O presidente da União de Freguesias de Aldoar, Foz e Nevogilde, Tiago Mayan, afirmou este sábado que a auscultação sobre as Avenidas Atlânticas, no Porto, mostra que a população “não quer uma reversão, nem voltar ao que existia anteriormente”.

“O que me parece resultado desta auscultação pública é que a esmagadora maioria da população não está satisfeita com a atual situação, mas também não quer voltar ao que existia anteriormente”, afirmou este sábado o presidente da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.

Em declarações à Lusa, Tiago Mayan (Iniciativa Liberal), salientou que o relatório da auscultação pública da obra das avenidas Brasil e Montevideu evidencia que “a proposta de reversão, que correspondia à proposta B e foi sempre o que o PSD defendeu, foi precisamente a que teve menos adesão do público”.

“Naturalmente que quem defendeu sempre no PSD a reversão, é natural que agora se sinta um pouco desconfortável ao perceber que é precisamente essa opção que tem menos adesão do público”, observou.

Na sexta-feira, o candidato pelo PSD àquela união de freguesias e eleito deputado da assembleia, João Pedro Antunes, afirmou que os resultados foram “deturpados” e que o partido “não se revê” nas soluções apresentadas.

O social-democrata afirmou ainda que o movimento independente de Rui Moreira andou a “brincar com os números”, ao dizer no relatório que 45% das participações mostraram preferência pelas propostas C (15%) e C1 (30%), soluções que pressupõem a diminuição do número de vias de circulação automóvel e a permanência da ciclovia no canal viário.

“Ganhou a proposta A, depois a C1, a B e a C. A câmara diz [no relatório] que a proposta vencedora é a C mais a C1. Isto é brincar com os números. O que resultou desta auscultação é que 55% das pessoas querem uma reversão, ou a A ou a B”, afirmou João Pedro Antunes.

Em reação às afirmações do social-democrata, Tiago Mayan disse estar “longe de ser verdade” a contra-argumentação do PSD, nomeadamente, de que “a proposta A e B são equivalentes e podem ser somadas”.

Destacando que o relatório “não é conclusivo, nem toma decisões”, o autarca sublinhou que o propósito da auscultação pública era “perceber a sensibilidade das pessoas para a ocupação daquele espaço”, que integra faixas de rodagem, ciclovia e passeio marítimo.

“O que vimos foram perfis de ocupação do terreno, não foram projetos”, notou, acrescentando que outra das evidências do relatório é que “não há unanimidade, nem sequer uma maioria esmagadora sobre qualquer uma das propostas”.

Apesar de desconhecer a decisão do município, Tiago Mayan disse acreditar que a mesma terá em conta as propostas já apresentadas e “algumas variações e nuances”, fruto das sugestões feitas pelas 943 entidades que participaram na auscultação, como por exemplo, a elevação das passadeiras ou paragens de autocarro em formato de ilha.

Para Tiago Mayan, a proposta “mais adequada” para resolver o problema das Avenidas Atlânticas é a proposta C, principalmente porque, é a “menos intrusiva, mais barata e pode ser aplicada rapidamente no terreno”.

“Diminuir o problema na circulação automóvel para aumentar o problema na faixa pedonal, na minha perspetiva, não é uma solução”, disse, lembrando que o peão é um elemento “bastante heterogéneo” e que o passeio marítimo necessita de espaço para albergar essa heterogeneidade.

O relatório que agrega os resultados da auscultação pública da reversão das Avenidas Atlânticas, a que a Lusa teve acesso a 03 de maio, refere que 31% das participações indicaram preferir a solução A, que mantém as quatro vias de circulação automóvel, o estacionamento longitudinal e a ciclovia, aumentando de forma generalizada a largura tanto da faixa de rodagem automóvel, como ciclável.

A proposta B, solução que também mantém a largura do canal viário existente, foi selecionada por 24% dos participantes. Nesta solução, a ciclovia passa para o passeio marítimo e a “segurança” entre os ciclistas e peões é feita através de bancos e floreiras “colocadas pontualmente”.

A reversão das Avenidas Atlânticas foi uma das medidas propostas pelo PSD no âmbito do acordo de governação estabelecido com o movimento independente liderado por Rui Moreira.

O relatório com os resultados da auscultação pública foi analisado e discutido na terça-feira pelos deputados da assembleia de freguesia de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.

NewsItem [
pubDate=2022-05-14 17:09:26.0
, url=https://observador.pt/2022/05/14/tiago-mayan-diz-que-populacao-nao-quer-reversao-das-avenidas-atlanticas-no-porto/
, host=observador.pt
, wordCount=690
, contentCount=1
, socialActionCount=0
, slug=2022_05_14_1878863441_tiago-mayan-diz-que-populacao-nao-quer-reversao-das-avenidas-atlanticas-no-porto
, topics=[porto, autarquias]
, sections=[]
, score=0.000000]