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Barbara andou de ilha em ilha para lembrar que é preciso protegê-las

Barbara andou de ilha em ilha para lembrar que é preciso protegê-las

A activista brasileira, autora do livro Sete anos em sete mares, inaugura a exposição Mundo Insular, em Lisboa. As fotografias pretendem aproximar o público da realidade das ilhas e alertar para a importância de proteger o mar.

Barbara Veiga viveu no mar durante sete anos e é no mar que encontra a inspiração para o seu trabalho. A autora de Sete anos em sete mares inaugurou no início de Maio a exposição fotográfica Mundo Insular, no Espaço Espelho D’Água, em Lisboa. A mostra nasceu não só inspirada pela vida no oceano e pelo trabalho em prol de causas socioambientais, mas também da curiosidade que “o mundo das ilhas” desperta, explica a artista, ao P3.

“Eu mostro a beleza do mar, mas também quero trazer a reflexão poética. Dentro de uma realidade caótica em que a sociedade se encontra nesse distanciamento com o oceano, a minha ideia é propor uma relação mais aproximada, amorosa e respeitosa com o mar”, conta.

A exposição conta com 26 obras que prometem levar o público numa viagem por lugares como a Austrália, as Maldivas, Açores ou as Fiji. Para tornar a experiência mais imersiva, vai ser possível ler as histórias por detrás das fotografias e conhecer detalhes sobre a jornada, bem como ver ilustrações das ilhas. A activista, natural do Rio de Janeiro, destaca a importância de usar a arte para chegar a públicos diferentes e falar de assuntos como a conservação dos oceanos. Alerta, também, para a urgência de “mudarmos a nossa maneira de nos relacionarmos com a terra e o mar”. “Vai ser muito difícil nos mantermos aqui por muito tempo. A gente precisa de sentir esse alerta de um jeito diferente. O que foi feito até agora não foi suficiente” acrescenta.

Para Barbara Veiga, as pequenas acções individuais têm uma grande importância na mudança “intensiva” que é necessária, mas é preciso que as empresas e as grandes indústrias também façam esforços “em grande escala”.

Sobre a Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que arranca a 27 de Junho, em Lisboa, Barbara revelou procurar “não ter expectativas”. No entanto, a activista considera que este é um “momento importante” para se passar das palavras às acções: “Não adianta termos um discurso poético, se não existe uma acção real para que uma transformação aconteça”.

Mundo Insular está em exposição no Espaço Espelho D’Água, ao lado do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, até 4 de Junho de 2022. A entrada é gratuita. Parte do lucro obtido (20%) com a venda das obras será doado a associações, instituições e ONGs portuguesas que trabalhem para a conservação ambiental.

Texto editado por Renata Monteiro

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