www.dinheirovivo.ptdinheirovivo.pt - 15 jan. 07:25

Plataformas revolucionam arrendamento

Plataformas revolucionam arrendamento

Processo ágil e transparente atrai proprietários e inquilinos. Inlife prepara expansão e Spotahome quer crescer em Portugal.

O mercado de arrendamento de média duração está a viver um processo de transformação digital, que está a tornar cada vez mais fácil e rápido arrendar casa ou quarto. Para esta revolução estão a contribuir plataformas digitais como a Spotahome, Inlife ou Flatio. Umas têm génese internacional e viram em Portugal potencial para expandir negócio. Outras, como a Inlife, começaram a operar dentro de portas e agora preparam-se para alargar atividade além-fronteiras. Os estudantes e os nómadas digitais são clientes alvo e o universo de potenciais inquilinos está em expansão, bem como a oferta de imóveis, impulsionada pela quebra da demanda turística.

Estes portais apresentam-se como facilitadores no processo de arrendamento. Reúnem num só local e à distância de um clique a oferta, com possibilidade de pesquisar localização, estado e características do imóvel e a efetividade de proceder à reserva sem presença física. Da seleção da casa à mudança, podem mediar pouco mais de 48 horas. Para garantir confiança no processo totalmente digital, a portuguesa Inlife disponibiliza visitas ao imóvel por vídeochamada, com presença do senhorio e de operadores do portal, que estão disponíveis para responder a dúvidas. A Spotahome, que iniciou operação em Espanha e está em 100 cidades europeias, entre as quais, Lisboa, Porto e Coimbra, apostou na verificação das casas por um homechecker, que tira fotografias e realiza vídeos para que o cliente possa verificar o verdadeiro estado do imóvel.

Segundo Pedro Gancho, CEO e fundador da Inlife, há duas regras fundamentais: os senhorios têm de ter as casas mobiladas; os clientes têm de arrendar por um mínimo de um mês. "Optámos por nos focar a 100% neste segmento para facilitar a vida aos inquilinos, que sabem sempre que encontrarão casas prontas a habitar", sublinha o empreendedor. Neste momento, o portal tem cerca de 4 mil anúncios ativos em Lisboa, 2 mil no Porto e 800 em Coimbra, entre quartos, estúdios, apartamentos e casas. Recentemente abriu porta digital a senhorios de Évora, Aveiro e Braga.

A operar em Portugal desde 2018, a Spotahome tem 6 mil casas para arrendar na plataforma, entre Lisboa, Porto e Coimbra. Segundo Pedro Franco Caiado, country manager, a plataforma já recebeu mais de 12 mil reservas sem visita presencial desde a sua entrada no país. Grande parte (47%) foi realizada por estudantes, mas também serviu de entrada a muitos nómadas digitais que durante a pandemia passaram a trabalhar 100% de forma remota e escolheram Portugal para passar uma temporada. Alemães, ingleses, franceses, espanhóis, americanos e brasileiros são as nacionalidades estrangeiras que mais procuraram casa na startup.

A confiança na potencialidade deste negócio totalmente digital é demonstrada pelos planos de crescimento das plataformas. A Inlife, que tem captado negócio junto de estudantes, profissionais estrangeiros e, mais recentemente, jovens trabalhadores portugueses, com utilizadores de mais de 100 países registados e está pronta para internacionalizar o negócio. Segundo Pedro Gancho, é já em fevereiro que vai dar o salto para os mercados espanhol e italiano, tendo recrutado há dias os country managers. Na sua opinião, Espanha e Itália têm dinâmicas muito interessantes para a atividade, em termos de programas de mobilidade estudantil, comunidades de nómadas digitais e profissionais deslocados e a oferta está bem estruturada no que toca a investimentos em alojamento para este público.

A já internacional Spotahome, que só no ano passado angariou 25 milhões numa ronda de investimento, ambiciona crescer 150% em 2020 em Portugal, tendo definido que neste primeiro trimestre vai expandir ação a outras cidades. A missão é reinventar o setor imobiliário no país e ser a primeira escolha dos proprietários para colocar imóveis a arrendar e dos inquilinos que procuram casa, diz Pedro Franco Caiado.

De origem checa, a Flatio viu recentemente Portugal tornar-se o seu principal mercado, como noticiou o DV. No espaço de um ano, o valor das reservas atingiu os 12,1 milhões de euros. A startup, que opera em 250 cidades de 30 países, tem uma carteira de 4185 propriedades no país, num total de 1867 senhorios.

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