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Visão | Da cadela que assustou Merkel aos mísseis hipersónicos, passando pela invasão da Ucrânia. Putin, o grande provocador

Visão | Da cadela que assustou Merkel aos mísseis hipersónicos, passando pela invasão da Ucrânia. Putin, o grande provocador

Trinta anos depois da implosão da União Soviética, será que o Presidente russo quer invadir a Ucrânia e desestabilizar ainda mais a Europa?

Em janeiro de 2007, Angela Merkel, a chanceler da Alemanha, foi convidada a visitar a residência oficial de verão do Presidente da Rússia, em Sochi. A energia e os fornecimentos de gás russo à União Europeia (UE) eram o principal tema da agenda de trabalho, mas a reunião acabou por ficar marcada por algo bem diferente. Konni, a cadela labrador negra que era então o animal de estimação de Vladimir Putin, entrou na sala e a linguagem corporal da dirigente germânica confirmou o que o senhor do Kremlin já sabia: cinofobia, um medo patológico de cães. Os fotógrafos registaram o momento e o sorriso trocista do anfitrião. Segundos depois, Merkel conseguiria reagir e em russo: “Afinal, ela não come jornalistas!”

No regresso a Berlim e off the record, deu a sua explicação sobre o que ocorrera: “Eu compreendo o motivo que o leva a fazer isto – tem de provar a sua virilidade… Tem medo das suas próprias fraquezas.” A cadela faleceu em fevereiro de 2014 e, no final desse mesmo mês, Vladimir Putin recorreu a “pequenos homens verdes” para formalizar a “anexação da Crimeia” e o início da guerra no Donbass. Tropas especiais russas [dissimuladas e com uniformes verdes sem quaisquer insígnias] assumiram o controlo da península que sempre serviu de base à frota do Mar Negro e desencadearam as manobras para a secessão da região oriental da Ucrânia, as repúblicas populares de Donetsk e Luhansk, onde o conflito – demasiadas vezes descrito como “congelado” e de “baixa intensidade” – entre as forças pró-russas e os efetivos leais ao governo de Kiev já fez mais de 13 mil mortos.

Nos últimos sete anos e meio, o “problema ucraniano” tem monopolizado as relações entre o Kremlin e o Ocidente, à medida que se somavam sanções da UE e dos EUA contra personalidades e empresas russas. No passado mês de abril, soaram novamente os alarmes, em Washington D.C. e nas capitais europeias, por causa de uma iminente invasão russa da Ucrânia. Perto de 100 mil soldados estariam apenas à espera da palavra final de Vladimir Putin. A ordem de marcha nunca chegou; em contrapartida, o homem que manda no Kremlin desde 1999 (ver caixa sobre popularidade) ganhou o direito de ser levado a sério. A nova administração norte-americana aceitou uma cimeira Biden-Putin, que viria a realizar-se em Genebra, Suíça, a 16 de junho. O politólogo francês Dominique Moïsi, na sua coluna no jornal Les Echos, recordou que a fórmula preferida de Putin é muito simples: “Assusto-vos, logo existo.” E acrescentava: “A imagem da Rússia no mundo constitui uma das chaves incontornáveis da sua legitimidade. (…) Para consolidar o seu estatuto e poder, Putin joga com o irredentismo russo face à Ucrânia – tal como em relação à Bielorrússia e aos Estados bálticos.” Não se enganou. A 12 de julho, o governante que descreveu o fim da União Soviética como “a maior catástrofe geopolítica do século XX” deu-se ao trabalho de escrever um longo artigo – 35 mil caracteres – sobre “A unidade histórica de russos e ucranianos”. Divulgado no site oficial da presidência, onde permanece, o texto define igualmente os bielorrussos como fazendo parte “do mesmo povo” e, na parte final, tem uma clara advertência: “Juntos sempre fomos e seremos muitas vezes mais fortes e mais bem-sucedidos. (…) Estas palavras podem ser interpretadas de muitas maneiras. No entanto, muitas pessoas vão ouvir-me.”   

Foram necessárias 14 semanas e vários incidentes para se fazer escutar como pretendia: “Em setembro, o grupo Wagner [ver caixa sobre os mercenários do Kremlin] aterrou no Mali e irritou a França. Em outubro, a Rússia cortou formalmente todos os laços com a NATO. Este mês, temos relatos de que estão perto de 100 mil soldados russos na fronteira com a Ucrânia, e os EUA alertam que uma invasão pode estar iminente. Pelo meio, a Rússia pôs-se ao lado do seu aliado, o Presidente Aleksander Lukasenko, da Bielorrússia, na crise migratória com a Polónia”, escreveu no The New York Times, esta terça-feira, 23, Kadri Liik, analista do European Council on Foreign Relations, um dos mais influentes think tanks do Velho Continente.

Mascote Encontro de Merkel com Putin, em janeiro de 2007, na residência do Presidente russo, em Sochi, com a presença de Konni

A lista da investigadora, de nacionalidade estónia, não é exaustiva. Naquilo que muitos especialistas definem como uma nova etapa da habitual “chantagem energética”, Moscovo impôs condições leoninas para renovar até 2026 o contrato de fornecimento de gás ao governo da Moldava (por este se revelar pró-UE, e exigindo-lhe que suspenda quaisquer negociações com Bruxelas), a Hungria de Viktor Orbán celebrou também um acordo com a russa Gazprom para receber gás a preços generosos até 2036 (prémio pela deriva autocrática) e as autoridades alemãs foram pressionadas (em vão) para acelerar o processo de certificação do mais polémico gasoduto da Europa, o Nord Stream 2 (ver mapa ao lado), estrutura que privará a Ucrânia de mil milhões de euros anuais, pelos direitos de trânsito de gás, a partir de 2024.

Mas há mais. Sem grandes alaridos, o Kremlin informou que continuará a testar a sua nova geração de mísseis hipersónicos, de longo alcance e capazes de transportar engenhos nucleares, como forma de contrariar a conduta da NATO: “A uma distância de 20 km da nossa fronteira estão a voar bombardeiros estratégicos. (…) Já expressámos as nossas preocupações, estamos a falar de linhas vermelhas”, avisou o Presidente russo, no dia 18, num discurso perante altos funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros. À mesma hora, no Ártico, a marinha russa terá disparado um míssil 3M22 Zircon, que pode voar a mais de 6000 km/h e para o qual não existe ainda defesa possível. A Casa Branca tem noção das implicações – por exemplo, a destruição de toda a sua frota de 12 porta-aviões nucleares – e aprovou recentemente um programa de 3,8 mil milhões de dólares para inverter a atual inferioridade tecnológica do seu arsenal bélico. Ainda no campo estritamente militar, como se não bastasse, a 15 de novembro, Moscovo destruiu um velho satélite-espião, o Celina-D, lançado em 1982 pela URSS, levando o pânico à Estação Espacial Internacional (devido aos detritos) e a incredulidade ao Pentágono – podem os russos provocar um apagão parcial ou total do sistema de telecomunicações militares made in USA?

No mesmo dia em que traçou “linhas vermelhas” à NATO, a Rússia disparou um míssil hipersónico no Ártico

Caso não haja alterações de última hora, Vladimir Putin deverá receber, nos próximos dias, Milorad Dodik, um dos principais responsáveis pela atual crise política na Bósnia-Herzegovina. Os dois aliados têm muito que discutir, porque o líder dos servo-bósnios ameaça separar a República Srpska (a que preside) da federação que inclui bósnios e croatas. Como estes últimos defendem a entrada do país na UE e na NATO, pode estar para breve um conflito de contornos bem mais graves e imprevisíveis do que a suposta invasão da Ucrânia e a guerra híbrida em curso nas fronteiras da Polónia com a Bielorrússia. Tudo vai depender do homem que, em teoria, pode ocupar o Kremlin até 2036. Afinal, é ele, como costuma dizer a politóloga Lilia Shevtsova, que usa todos os meios para demonstrar que o mundo da “bipolaridade russo-americana deu lugar a um tango entre a América e a China”.

Em janeiro de 2007, Angela Merkel, a chanceler da Alemanha, foi convidada a visitar a residência oficial de verão do Presidente da Rússia, em Sochi. A energia e os fornecimentos de gás russo à União Europeia (UE) eram o principal tema da agenda de trabalho, mas a reunião acabou por ficar marcada por algo bem diferente. Konni, a cadela labrador negra que era então o animal de estimação de Vladimir Putin, entrou na sala e a linguagem corporal da dirigente germânica confirmou o que o senhor do Kremlin já sabia: cinofobia, um medo patológico de cães. Os fotógrafos registaram o momento e o sorriso trocista do anfitrião. Segundos depois, Merkel conseguiria reagir e em russo: “Afinal, ela não come jornalistas!”

No regresso a Berlim e off the record, deu a sua explicação sobre o que ocorrera: “Eu compreendo o motivo que o leva a fazer isto – tem de provar a sua virilidade… Tem medo das suas próprias fraquezas.” A cadela faleceu em fevereiro de 2014 e, no final desse mesmo mês, Vladimir Putin recorreu a “pequenos homens verdes” para formalizar a “anexação da Crimeia” e o início da guerra no Donbass. Tropas especiais russas [dissimuladas e com uniformes verdes sem quaisquer insígnias] assumiram o controlo da península que sempre serviu de base à frota do Mar Negro e desencadearam as manobras para a secessão da região oriental da Ucrânia, as repúblicas populares de Donetsk e Luhansk, onde o conflito – demasiadas vezes descrito como “congelado” e de “baixa intensidade” – entre as forças pró-russas e os efetivos leais ao governo de Kiev já fez mais de 13 mil mortos.

Nos últimos sete anos e meio, o “problema ucraniano” tem monopolizado as relações entre o Kremlin e o Ocidente, à medida que se somavam sanções da UE e dos EUA contra personalidades e empresas russas. No passado mês de abril, soaram novamente os alarmes, em Washington D.C. e nas capitais europeias, por causa de uma iminente invasão russa da Ucrânia. Perto de 100 mil soldados estariam apenas à espera da palavra final de Vladimir Putin. A ordem de marcha nunca chegou; em contrapartida, o homem que manda no Kremlin desde 1999 (ver caixa sobre popularidade) ganhou o direito de ser levado a sério. A nova administração norte-americana aceitou uma cimeira Biden-Putin, que viria a realizar-se em Genebra, Suíça, a 16 de junho. O politólogo francês Dominique Moïsi, na sua coluna no jornal Les Echos, recordou que a fórmula preferida de Putin é muito simples: “Assusto-vos, logo existo.” E acrescentava: “A imagem da Rússia no mundo constitui uma das chaves incontornáveis da sua legitimidade. (…) Para consolidar o seu estatuto e poder, Putin joga com o irredentismo russo face à Ucrânia – tal como em relação à Bielorrússia e aos Estados bálticos.” Não se enganou. A 12 de julho, o governante que descreveu o fim da União Soviética como “a maior catástrofe geopolítica do século XX” deu-se ao trabalho de escrever um longo artigo – 35 mil caracteres – sobre “A unidade histórica de russos e ucranianos”. Divulgado no site oficial da presidência, onde permanece, o texto define igualmente os bielorrussos como fazendo parte “do mesmo povo” e, na parte final, tem uma clara advertência: “Juntos sempre fomos e seremos muitas vezes mais fortes e mais bem-sucedidos. (…) Estas palavras podem ser interpretadas de muitas maneiras. No entanto, muitas pessoas vão ouvir-me.”   

Foram necessárias 14 semanas e vários incidentes para se fazer escutar como pretendia: “Em setembro, o grupo Wagner [ver caixa sobre os mercenários do Kremlin] aterrou no Mali e irritou a França. Em outubro, a Rússia cortou formalmente todos os laços com a NATO. Este mês, temos relatos de que estão perto de 100 mil soldados russos na fronteira com a Ucrânia, e os EUA alertam que uma invasão pode estar iminente. Pelo meio, a Rússia pôs-se ao lado do seu aliado, o Presidente Aleksander Lukasenko, da Bielorrússia, na crise migratória com a Polónia”, escreveu no The New York Times, esta terça-feira, 23, Kadri Liik, analista do European Council on Foreign Relations, um dos mais influentes think tanks do Velho Continente.

A lista da investigadora, de nacionalidade estónia, não é exaustiva. Naquilo que muitos especialistas definem como uma nova etapa da habitual “chantagem energética”, Moscovo impôs condições leoninas para renovar até 2026 o contrato de fornecimento de gás ao governo da Moldava (por este se revelar pró-UE, e exigindo-lhe que suspenda quaisquer negociações com Bruxelas), a Hungria de Viktor Orbán celebrou também um acordo com a russa Gazprom para receber gás a preços generosos até 2036 (prémio pela deriva autocrática) e as autoridades alemãs foram pressionadas (em vão) para acelerar o processo de certificação do mais polémico gasoduto da Europa, o Nord Stream 2 (ver mapa ao lado), estrutura que privará a Ucrânia de mil milhões de euros anuais, pelos direitos de trânsito de gás, a partir de 2024.

Além da Ucrânia e da Bielorrússia, Putin será decisivo na resolução da atual crise na Bósnia, a pior desde o fim da guerra, em 1995

Mas há mais. Sem grandes alaridos, o Kremlin informou que continuará a testar a sua nova geração de mísseis hipersónicos, de longo alcance e capazes de transportar engenhos nucleares, como forma de contrariar a conduta da NATO: “A uma distância de 20 km da nossa fronteira estão a voar bombardeiros estratégicos. (…) Já expressámos as nossas preocupações, estamos a falar de linhas vermelhas”, avisou o Presidente russo, no dia 18, num discurso perante altos funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros. À mesma hora, no Ártico, a marinha russa terá disparado um míssil 3M22 Zircon, que pode voar a mais de 6000 km/h e para o qual não existe ainda defesa possível. A Casa Branca tem noção das implicações – por exemplo, a destruição de toda a sua frota de 12 porta-aviões nucleares – e aprovou recentemente um programa de 3,8 mil milhões de dólares para inverter a atual inferioridade tecnológica do seu arsenal bélico. Ainda no campo estritamente militar, como se não bastasse, a 15 de novembro, Moscovo destruiu um velho satélite-espião, o Celina-D, lançado em 1982 pela URSS, levando o pânico à Estação Espacial Internacional (devido aos detritos) e a incredulidade ao Pentágono – podem os russos provocar um apagão parcial ou total do sistema de telecomunicações militares made in USA?

Caso não haja alterações de última hora, Vladimir Putin deverá receber, nos próximos dias, Milorad Dodik, um dos principais responsáveis pela atual crise política na Bósnia-Herzegovina. Os dois aliados têm muito que discutir, porque o líder dos servo-bósnios ameaça separar a República Srpska (a que preside) da federação que inclui bósnios e croatas. Como estes últimos defendem a entrada do país na UE e na NATO, pode estar para breve um conflito de contornos bem mais graves e imprevisíveis do que a suposta invasão da Ucrânia e a guerra híbrida em curso nas fronteiras da Polónia com a Bielorrússia. Tudo vai depender do homem que, em teoria, pode ocupar o Kremlin até 2036. Afinal, é ele, como costuma dizer a politóloga Lilia Shevtsova, que usa todos os meios para demonstrar que o mundo da “bipolaridade russo-americana deu lugar a um tango entre a América e a China”.

Os mercenários do Kremlin

Locais onde atuam os soldados da fortuna que integram a empresa de segurança privada conhecida como Wagner Group. Quase todos os seus efetivos têm ligações às tropas especiais (Spetsnaz) e aos serviços secretos militares (GRU). O seu principal financiador é o empresário Yevgeny Prigozhin, também conhecido como o “chefe de Putin”, devido à proximidade com o Presidente e aos negócios de catering (entre outros) com o Kremlin

1 – Ucrânia Primeiro país onde a Wagner terá iniciado a sua atividade, em 2014, na defesa dos rebeldes pró-russos do Donbass (as regiões de Donetsk e Luhansk) contra o exército ucraniano.

2 – Bielorrússia A 29 de julho de 2020, 11 dias antes das eleições em que Alexander Lukashenko se fez reeleger para um sexto mandato presidencial, 33 mercenários russos foram detidos em Minsk. O caso ficou conhecido como Wagnergate e o que realmente aconteceu ainda inspira teorias conspirativas.

3 – Síria A partir de 2015, a força aérea russa foi decisiva no apoio ao Presidente Bashar al-Assad, tal como o contributo dos elementos da Wagner – mais de uma centena terá perdido a vida no conflito sírio.

4 – Moçambique Após uma visita a Moscovo do Presidente Filipe Nyusi, em agosto de 2018, os mercenários russos envolveram-se no conflito de Cabo Delgado, onde alguns terão sido decapitados pelos terroristas islâmicos locais. Oito meses depois, a Wagner foi substituída pelos sul-africanos do Dyck Advisory Group.

5 – Angola Desde o final de 2019 que a quarta maior mina de diamantes do mundo – Catoca, em Saurimo, na Lunda Sul – é supostamente guardada pelos homens da Wagner.

6 – Rep. Democrática do Congo Tal como acontece em Angola, vários complexos mineiros estarão a ser defendidos pela empresa russa.

7 – Líbia Cerca de dois mil efetivos da Wagner apoiam, desde 2018, o mais conhecido senhor da guerra civil líbia, Khalifa Haftar, candidato à presidência nas eleições agendadas para 24 de dezembro. Caso o polémico marechal saia vencedor, Moscovo pode ganhar uma nova base naval no Mediterrâneo (a outra está em Tartus, na Síria).

8 – Sudão Há três anos que o grupo Wagner opera no país e o atual líder da junta militar, Abdel Fattah Al-Bourhane, responsável pelo golpe de 25 de outubro, tem contactos privilegiados com a empresa russa e os Emirados Árabes Unidos – país que os EUA e França acusam também de financiar os mercenários.

9 – Rep. Centro-Africana Desde o início de 2018 que vários “conselheiros militares” russos zelam pela segurança do Presidente Faustin-Archange Touadéra e tentam neutralizar os grupos rebeldes que querem depô-lo. Em contrapartida, estão alojados no renovado palácio do antigo imperador Bokassa – em Berengo, a 65 km da capital (Bangui) – e várias empresas russas passaram a controlar as principais minas de ouro e diamantes do país.

10 – Mali É o mais recente país africano a recorrer aos paramilitares russos (perto de um milhar), supostamente para ajudarem o governo de Bamako a combater o jihadismo no Sahel e compensarem a redução de soldados franceses envolvidos na Operação Barkhane. Um argumento que França (com o apoio dos EUA e da UE) nega.

11 – Chade Em abril, Idriss Deby, Presidente do país desde 1990, foi abatido por rebeldes da Frente para a Alternância e a Concórdia no Chade (FACT), os quais combateram na Líbia, onde terão recebido treino (e armas) da Wagner.

12 – Madagáscar Wagner terá prestado segurança aos conselheiros políticos russos que, há três anos, colaboraram na campanha presidencial de Hery Martial Rajaonarimampianina (chefe de Estado entre 2014 e 2018).

13 – Venezuela No início de 2019, quando o país mergulhou numa crise político-constitucional após Juan Guaidó se autoproclamar chefe de Estado, vários elementos da Wagner estariam em Caracas para defender o Presidente Nicolás Maduro e, se necessário, levá-lo para o exílio.

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