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Consumidores planeiam gastar em média 529 euros em compras até ao fim do ano

Consumidores planeiam gastar em média 529 euros em compras até ao fim do ano

Estudo da Accenture sobre padrões de compra dos consumidores a nível global, durante o período que se inicia com a Black Friday e culmina com o Natal, prevê gastos iguais ou superiores aos verificados em 2020.

Os consumidores planeiam desembolsar 529 euros, em média, no período de compras que se inicia com a Black Friday e culmina com o Natal e o fim de ano, de acordo com a 15ª edição do Holiday Shopping Survey da Accenture, revelado na quinta-feira. O valor compra com a média de 477 euros verificada em 2020.

Em comunicado, a Accenture indica que os gastos nas compras de fim de ano "devem aumentar", bem como deve crescer o apoio a organizações de caridade e comunidades locais.

A maioria dos consumidores (71%) "afirma que pretende gastar tanto ou mais do que no ano passado", adianta a consultora. Os millennials entre os 32 e 39 anos deverão ser os mais gastadores, prevendo-se um gasto médio de 624 euros.

Segundo Manuela Vaz, vice-presidente da Accenture Portugal e responsável pelas áreas de retalho e bens de consumo, a geração Z e os millennials representam os que têm "maior poder de compra", representando isso uma oportunidade para as empresas de consumo. O aumento do consumo previsto é "uma boa notícia para os retalhistas", sublinhando a gestora que os efeitos da pandemia em 2020 "provavelmente afetarão os hábitos de consumo de diferentes gerações neste período festivo".

A pandemia, juntamente com as questões de abastecimento e transporte, preocupam 34% dos consumidores. Por isso, realça a consultora, os consumidores deverão antecipar as compras, "pois receiam não conseguir comprar o que precisam a tempo da época festiva". Soma-se a essa preocupação o constatação de que efemérides comerciais como a Black Friday e a Cyber Monday "continuam a perder o seu interesse". Daí que as empresas retalhistas procurem alongar o período de compras que se inicia com a Black Friday até ao final do ano, sendo o pico das compras a época natalícia.

"O declínio da popularidade da Black Friday, juntamente com o facto de que os consumidores começam cada vez mais cedo as suas compras de Natal, significa que os retalhistas e as marcas precisam de conseguir envolver os consumidores durante este período", comenta Manuela Vaz.

"Além disso, com muitas pessoas ainda a trabalhar em casa, a capacidade de pesquisar, a maior facilidade em escolher os produtos e fazer compras online, torna tudo mais fácil para os consumidores - e torna-se muito mais difícil para os retalhistas. Este ano, mais do que nunca, controlar o stock e ter garantia do abastecimento será tão importante para o consumidor quanto para o retalhista", acrescenta.

O estudo, que analisou inquéritos a mais de 1.500 consumidores, salienta que 70% dos consumidores pretende "fazer contribuições para obras de caridade" e 21% pretende "doar mais do que no ano passado". A percentagem de interessados em doar para a caridade sobe para 32%, na geração Z, e para 28% entre os millennials entre os 24 e os 31 anos.

Acresce a estes dados que 76% dos consumidores "estão ansiosos para, nesta época festiva, passar tempo com a família". E 75% planeia comprar presentes para familiares próximos e 41% a comprar presentes para vizinhos, colegas e amigos.

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