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O conto da cigarra e a formiga na Era de uma pandemia

O conto da cigarra e a formiga na Era de uma pandemia

Afinal... o que aprendemos sobre finanças com esta pandemia? No momento em que o confinamento ″rebentou″ e muitos portugueses ficaram sem emprego no imediato, ao mesmo tempo que as suas despesas se iam acumulando, ficou provado que a lengalenga dos especialistas de finanças pessoais não é afinal uma lengalenga.

Afinal... o que aprendemos sobre finanças com esta pandemia? No momento em que o confinamento "rebentou" e muitos portugueses ficaram sem emprego no imediato, ao mesmo tempo que as suas despesas se iam acumulando, ficou provado que a lengalenga dos especialistas de finanças pessoais não é afinal uma lengalenga.

Tal como no conto da cigarra e a formiga, quem tinha um fundo de emergência salvou-se através desse valor poupado nos últimos meses ou anos, quem não tinha, espero que tenha nos dias de hoje, "dado a volta", mas sobretudo aprendido a lição.

Aprender a lição depreenda-se: saber poupar, mas também saber reduzir custos ou priorizar gastos. Mas, não ficamos por aqui, importa entender que há momentos em que devemos controlar as despesas. Algo positivo que resultou desta pandemia foi a tomada de consciência de muitos portugueses do seu conceito de bem-estar, seja enquanto líderes de uma família ou a nível profissional. Quem é que não conhece alguém que teve a coragem para se despedir e abrir o próprio negócio, em plena pandemia? Quem não viu os seus amigos mudarem de casa e seguirem para os arredores da cidade? Já para não falar das separações de alguns casais à nossa volta. A verdade é que a pandemia mudou a nossa forma de estar na vida e percebemos que afinal não precisamos de muito para viver bem. Tivemos muitos a enveredar pela culinária, outros pelo DIY que começou com os mais novos e ainda aqueles que ousaram "pôr as mãos na massa" literalmente, e remodelaram toda a casa, todas soluções válidas (em que certamente pouparam dinheiro), em prol da qualidade de vida que ambicionavam.

Na área em que estou, da intermediação de crédito, vi centenas de pessoas a chegar às nossas lojas atormentadas pelas suas prestações. Com razão, instalou-se uma crise económica do nada e muitas destas famílias tinham encargos altos, ou porque não chegaram a rever as suas condições nos últimos anos ou porque simplesmente agora já não tinham condições para as pagar. As moratórias vieram ajudar muitas famílias durante alguns dos meses mais angustiantes da pandemia. Mas felizmente, em muitos casos conseguimos ajudar através de uma renegociação ou mesmo uma consolidação de créditos e reduzir significativamente as prestações mensais, valores que podem chegar a uma poupança de milhares de euros por ano.

Concluindo, em pleno caos há sempre quem ajude, quem sugira ou quem aconselhe, seja família, amigos ou especialistas de finanças pessoais, o que interessa é que podem salvá-lo/a. Por outro lado, olhando para o inesperado 2020, nunca fez tanto sentido falar da importância do habitual fundo de emergência que poderá permitir aos portugueses saírem desta pandemia com total certeza que o planeamento e a gestão financeira devem ser um foco. Mas não é só neste ano e nos próximos. É sempre. Como? Poupar, claro que sim, mas procurar formas de reduzir custos mensais, como repensar serviços e fornecedores, olhar para as contas e rever despesas fixas porque são estes perlimpimpins que ao final do ano podem ser somados à sua poupança e levá-lo/a a concretizar o que tanto quer para a sua vida.

Diretora Coordenadora Nacional da DS Intermediários de Crédito

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