observador.ptobservador.pt - 14 out. 20:25

Parte da atividade cirúrgica do hospital de Leiria transferida devido a obras no bloco operatório

Parte da atividade cirúrgica do hospital de Leiria transferida devido a obras no bloco operatório

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) refere ter celebrado protocolos de colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Leiria. "Esta parceria resulta (...) da expansão do recobro do bloco operatório.

Parte da atividade cirúrgica do Hospital de Santo André, em Leiria, vai ser feita transitoriamente em instalações da Misericórdia de Leiria e da Clinigrande, na Marinha Grande, devido às obras no bloco operatório central daquela unidade de saúde, foi esta quinta-feira anunciado.

Numa nota de imprensa, o Centro Hospitalar de Leiria (CHL) refere ter celebrado protocolos de colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Leiria – Hospital Dom Manuel de Aguiar e com a Clinigrande – Clínica da Marinha Grande, Lda., “para a realização de atividade cirúrgica do CHL nas instalações das duas entidades”.

“Esta parceria resulta da adjudicação da empreitada de remodelação e expansão do recobro do bloco operatório central do Hospital de Santo André, que terá a duração de vários meses e que condicionará grande parte da sua atividade cirúrgica”, afirma o CHL.

Segundo o CHL, “a subcontratação da atividade cirúrgica em regime de locação de instalações terá um caráter excecional, que entra em vigor no próximo dia 01 de novembro e termina no final de maio de 2022”.

“Os doentes do CHL elegíveis para a realização cirúrgica programada” com a Misericórdia de Leiria e a Clinigrande “devem estar em lista de espera cirúrgica há mais de um ano, ou incluídos em episódios que ultrapassam” os tempos máximos de resposta garantidos, esclarece.

O CHL explica que devido à pandemia de Covid-19 foi elaborado “um circuito do doente cirúrgico suspeito ou confirmado Covid-19 no bloco operatório central” do hospital de Leiria “com a afetação de salas exclusivamente” para esta situação, “o que reduziu o espaço disponível para a atividade cirúrgica, conduziu a um elevado número de cancelamentos cirúrgicos, um consequente aumento da lista de espera cirúrgica e dificuldades em cumprir os tempos máximos de resposta garantidos”.

“Para aumentar a capacidade operatória, de forma a garantir o tratamento cirúrgico atempado dos doentes, o Conselho de Administração do CHL deliberou em 14 de julho a obra de remodelação e expansão do recobro” do bloco operatório central, que “prevê a dotação de um recobro único, em vez de dois, e o aumento da capacidade de camas, passando de 10 para 15 camas, melhorando também as condições gerais do espaço que será intervencionado”, destaca a nota.

Esta empreitada, com um custo base previsto de 320 mil euros, “permitirá adaptar o bloco central para atividade em ambulatório e libertará o bloco de ambulatório para o serviço de Oftalmologia pelas especificidades inerentes”, adianta.

Por outro lado, a intervenção no bloco operatório central “possibilitará o aumento da capacidade instalada, com consequente aumento da atividade realizada em regime convencional e em ambulatório, a redução dos tempos de espera para cirurgia e a diminuição do número de doentes transferidos para outros hospitais, no âmbito do SIGIC [Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia]”.

O CHL adianta que o protocolo com a Santa Casa da Misericórdia de Leiria prevê “a utilização parcial do bloco operatório e recobro do Hospital Dom Manuel de Aguiar, para atividade cirúrgica programada, preferencialmente em regime de ambulatório, ou em regime convencional, sendo as especialidades cirúrgicas elegíveis a Cirurgia Geral, a Ortopedia e a Urologia”.

Já o protocolo com a Clinigrande também estabelece a realização de atividade cirúrgica programada, em regime de ambulatório (preferencialmente), ou em regime convencional.

As duas entidades cedem ainda ao CHL o direito de utilização de até 12 camas para recobro/internamento dos doentes intervencionados.

“O plano de utilização das salas operatórias é definido e comunicado semanalmente pelo CHL” àquelas entidades que “deverão assegurar às equipas de cirurgiões e anestesistas do CHL todas as condições físicas e materiais necessários à adequada realização da atividade cirúrgica”, bem como todos os “cuidados necessários de enfermagem e apoio dado por assistentes operacionais aos doentes”.

O CHL seleciona e agenda os doentes que serão intervencionados, e obtém o devido consentimento para que a intervenção decorra fora do hospital de Leiria.

Será ainda a equipa cirúrgica do CHL a assegurar o pré e pós-operatório dos doentes, assim como a alta “e, em caso de internamento, a visita diária e seguimento médico do utente intervencionado, tal como presta toda a informação clínica aos doentes e familiares”.

“Por fim, o CHL é responsável pela codificação dos episódios cirúrgicos realizados ao abrigo deste protocolo e respetivo pagamento, após validação das faturas”, acrescenta a nota de imprensa.

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