observador.ptobservador.pt - 14 out. 01:15

Governo da Madeira defende alteração da lei laboral para acabar com "parasitismo"

Governo da Madeira defende alteração da lei laboral para acabar com "parasitismo"

"Uma das iniciativas que deveriam ser tomadas a nível nacional seria a revisão da lei que permite algumas pessoas que recebem o subsídio possam recusar os postos de trabalho", diz Miguel Albuquerque.

O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, defendeu esta quarta-feira a alteração da lei laboral para acabar com o “parasitismo” de algumas pessoas que recusam sistematicamente trabalho para viver “à custa dos contribuintes”, beneficiando dos subsídios.

“Evidentemente que uma das iniciativas que deveriam ser tomadas a nível nacional seria a revisão da lei que permite que algumas pessoas que recebem o seu subsídio [desemprego] possam recusar os postos de trabalho e começarem a receber”, disse Miguel Albuquerque à margem da reabertura da loja “Leroy Merlin”, num novo espaço, nos arredores do Funchal.

Na opinião do chefe do executivo madeirense, há situações deste tipo que “são absurdas, aberrantes e não podem continuar”.

Para acabar com este problema, opinou ser necessário “ter um Governo nacional que aposte na economia e compreenda estas situações e resolva este problema de parasitismo à custa dos contribuintes”.

O chefe do executivo madeirense de coligação PSD/CDS perspetivou que “o desemprego vai continuar a baixar”, mencionando haver “muita falta de mão de obra em todos os setores”.

O responsável insular complementou que as autoridades regionais “têm conhecimento e é uma situação que leva já à revolta das pessoas que continuam a trabalhar e a pagar essas situações“.

Albuquerque salientou que a Madeira “não tem autonomia para alterar essa lei”, frisando: “Senão já tinha alterado, não tenham dúvida nenhuma!”

O governante sustentou que a legislação devia ser alterada na Assembleia da República, mas, “uma vez que tem uma maioria de extrema esquerda que acha que o futuro do país é não se trabalhar, nem investir e viver à custa dos outros, não vai fazer isso enquanto não se alterar o Governo a nível nacional”.

Sobre a nova loja, salientou que emprega 190 pessoas e foi “um investimento ultraoportuno”, porque a reabertura acontece “com a fase de retoma económica”.

“É importante neste momento acolhermos um investimento produtivo e esta loja vem de encontro aos objetivos do Governo, que é as empresas retomarem a sua atividade com dinâmica, o mercado funcionar e existir oportunidades de empregabilidade para as novas gerações”, argumentou.

Miguel Albuquerque concluiu que “tudo o que seja investimento consistente e que leva à criação de postos de trabalho na Madeira é bem vindo”.

A loja representou um investimento na ordem dos 22 milhões de euros.

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