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Tecnologia e profissionalização reforçam papel dos mediadores de seguros

Tecnologia e profissionalização reforçam papel dos mediadores de seguros

“A oferta externa ao canal bancário, que existe em Portugal, tem uma tendência bastante competitiva e uma importante oportunidade para a mediação” – afirma Tiago Sousa Santos. Para o partner da São Vicente Seguros, há um caminho grande a fazer na requalificação e adoção de ferramentas tecnológicas para suprimir as necessidades crescentes de mercado. Segundo refere, o caminho passa pela clarificação e especialização da oferta seguradora, reforçando o papel da mediação na subscrição e gestão de seguros.
Vida Económica (VE) - Quando e como se iniciou a atividade da São Vicente Seguros, S.A.?
Tiago Sousa Santos (TSS) -
Fundada em meados dos anos 80, a SÃO VICENTE SEGUROS, S.A. exerce a atividade de mediação de seguros há mais de 30 anos. Posicionada na sua origem como empresa familiar com forte exposição e foco no retalho, a sua aquisição em 2008 pelo atual grupo, com forte posição no mercado nacional e experiência no setor, permitiu um reposicionamento para a área Corporate e desta forma reforçar a trajetória de crescimento assente em modelos de parceria.

VE - Os efeitos do “desconfinamento” já se fazem sentir na vossa empresa? A que níveis e de que forma?
TSS -
A normalização da atividade trouxe novos desafios, nomeadamente com o aumento da disponibilidade para o contacto presencial com os clientes. Também o regresso das equipas de forma presencial retomou uma dinâmica muito importante na diversidade e criação de oportunidades, pois a agilização de ideias, conceitos e interações comerciais funcionam melhor em ambiente próximo. Houve por isso a necessidade de partilha e recentramento cultural da nossa firma, pelo que a adaptação passou por ter que conciliar disponibilidade tecnológica com as dinâmicas presenciais.

VE - Há quem entenda que com o impulso dado à digitalização da economia pela crise pandémica, com a aproximação entre produtores e consumidores, o lugar e papel desempenhados pela mediação – em muitos ramos de atividade – são colocados sob grande pressão. Concorda com esta leitura? Porquê?
TSS -
Naturalmente que o ambiente vivido constituiu um acelerador da tendência estabelecida de necessidade tecnológica e de profissionalização do nosso setor, mas estamos absolutamente convencidos do papel crescente de importância que a mediação assume neste contexto junto do mercado segurador e clientes, pela sua posição de consultores.
A adoção de ferramentas digitais e rápida flexibilização permitiram-nos aumentar a nossa disponibilidade de uma forma que o mercado não esperou, respondendo às necessidades e adotando posturas consultivas e de esclarecimento técnico que muitas vezes ficam ocultas nas execuções tecnológicas.

VE - Nos seguros existem áreas e ramos mais propensos a tal pressão? De que forma?
TSS -
A proximidade trazida pela tendência tecnológica na distribuição criou uma pressão muito grande na resposta rápida, mais visível nos seguros de venda massificada, colocando a mediação em papel de destaque, quer no enquadramento e subscrição junto das seguradoras, quer na disponibilidade para o esclarecimento dos clientes.
A tecnologia assumiu um protagonismo acrescido, permitindo aumentar a disponibilidade no contacto com os nossos clientes.

VE - Na vossa opinião, o que faz – ou o que pode fazer – da mediação de seguros, na realidade, um canal absolutamente insubstituível na comercialização e distribuição de seguros?
TSS -
Acreditamos que a tecnologia e a profissionalização terão um papel fundamental para o futuro da mediação, a mudança de paradigma na forma como atuamos colocará o nosso setor numa posição mais consultiva na gestão de risco. Há um caminho grande a fazer na requalificação e adoção de ferramentas tecnológicas para suprimir as necessidades crescentes de mercado na clarificação e especialização da oferta seguradora, tendência que coloca a mediação num papel de grande relevo.

VE - Foi divulgado recentemente um estudo em Espanha que atesta que os seguros comercializados pela banca, designadamente os associados ao crédito à habitação, ficam substancialmente mais caros. De acordo com a vossa perceção, esta realidade também se passa em Portugal? Porquê?
TSS -
É também nossa perceção de que o mesmo se passa em Portugal. Temos presente que, na Banca, cerca de sete a cada 10 pessoas que solicitam crédito à habitação ou um empréstimo ao consumo, não são informadas pelo banco da possibilidade de contratarem a apólice de seguros junto de outro prestador, muitas vezes mencionando como a única solução de subscrição. Reconhecemos também que a oferta externa ao canal bancário, que existe em Portugal, tem uma tendência bastante competitiva e uma importante oportunidade para a mediação.
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