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​Regiões europeias querem ver o seu papel reconhecido na COP26

​Regiões europeias querem ver o seu papel reconhecido na COP26

A duas semanas do início da COP26, em Glasgow, o Comité Europeu das Regiões adotou uma resolução em que frisa as suas prioridades para o desenvolvimento sustentável e reivindica uma presença formal nas negociações climáticas.

O presidente do Comité Europeu das Regiões, Apostolos Tzitzikostas pediu esta quarta-feira ao vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, que vai liderar a delegação do Comité das Regiões (CoR) na Conferência das Nações Unidas, que garanta que a dimensão regional é incluída nas conclusões da COP26.

Tziztzikostas sublinha que não é possível continuar a ignorar os esforços que as regiões estão a fazer para combater as alterações climáticas. “Ou então, continuaremos a falhar perante a nossa juventude e o nosso planeta”.

A decisão foi adotada na sessão plenária que decorreu ontem em Bruxelas e em que participou o Comissário para o Ambiente, Oceanos e Pescas. Virginijus Sinkevicius reconhece a necessidade de incluir as regiões e cidades no esforço para cortar 55% das emissões de gases até 2030.

Também Vasco Cordeiro defende que é preciso aproveitar a oportunidade para passar a mensagem das regiões e municípios sobre os objetivos do desenvolvimento sustentável.

Num workshop subordinado ao tema “Do global ao local: a implementação dos objetivos do desenvolvimento sustentável nas regiões e cidades”, no âmbito da 19ª Semana Europeia das Regiões, frisou ainda que a Conferência sobre o Futuro da Europa é a grande oportunidade para a voz dos cidadãos se fazer ouvir, tanto mais que a União Europeia assumiu o desenvolvimento sustentável como uma prioridade.

“A crise climática está aí e precisamos de agir juntos, do nível global para o local”, frisou o primeiro vice-presidente do CoR.

Lideres têm de manter-se ligados aos cidadãos e explicar-lhes as mudanças

Depois de ouvir os presidentes das câmaras de Charleroi (Bélgica), Dublin (Irlanda) e Budapeste (Hungria) sobre os diversos planos que têm em marcha nas suas cidades para as tornarem mais “verdes”, Vasco Cordeiro lembrou que a justiça social e as políticas ambientais “devem andar de mão dada porque para conseguirmos uma transição justa, precisamos de todos”.

Mas sublinhou que também é preciso ter uma orientação clara em relação aos objetivos a atingir, “apesar de cada um de nós ter programas diferentes para implementar no terreno”. As realidades são diferentes e por isso, na opinião do político português que em julho do próximo ano assume a presidência do Comité, a transformação exige financiamento e instrumentos flexíveis.

No entanto, “não basta o dinheiro, também é necessário o envolvimento dos nossos parceiros que podem ter um papel fundamental na mobilização dos cidadãos: trabalhadores, sindicatos, empresas, associações, movimentos, partidos políticos. Todos têm um papel crucial nessa transformação que temos que fazer”.

Para Vasco Cordeiro, não se pode correr o risco de perder a ligação aos cidadãos e as transformações – para benefício das comunidades, com melhor qualidade de vida e do ambiente – só funcionam se as pessoas se refletirem nelas, se perceberem porque é que o seu presidente de câmara ou líder regional lhe pede para mudar determinados comportamentos ou está a tomar certas decisões. “Se perdermos essa ligação comprometemos a oportunidade de fazer a mudança”.

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