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Ajuda de Berço ganha casa nova e vai receber crianças mais velhas

Ajuda de Berço ganha casa nova e vai receber crianças mais velhas

São 35 as crianças que as novas instalações da associação Ajuda de Berço, em Lisboa, pode acolher. As 20 crianças que se encontram no centro de acolhimento da Avenida de Ceuta serão transferidas para a casa nova.

As instalações estão adaptadas para receber também jovens até aos 16 anos com doenças crónicas ou agudas. A inauguração decorreu, esta quarta-feira, no bairro de Benfica, em Lisboa, e contou com a presença do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, o cardeal Manuel Clemente, Maria Cavaco Silva e a comendadora Paula Caetano, entidades envolvidas no projeto.

Sandra Anastácio, presidente da Ajuda de Berço, afirmou que a "casa no bairro da Quinta do Cabrinha [Avenida de Ceuta] já não tinha condições para acolher bebés. Era necessário transferir essas crianças para uma casa com melhores condições". Houve também um "grande número de pedidos de crianças doentes em situação de abandono vindos da segurança social". A casa possui duas alas para receber estas "duas realidades", disse. As vagas para crianças doentes são 15 e as restantes estão reservadas aos bebés que se encontram nas instalações da Avenida de Ceuta.

A associação dedica-se a acolher bebés dos 0 aos 3 anos e crianças até aos 12 anos vítimas de abandono que esperam por uma família de adoção ou em situações de risco, prestando apoio às suas famílias. Com as novas instalações a associação irá alargar a faixa etária de acolhimento para os 16 anos. A casa de Monsanto é outras das instalações da Ajuda de Berço onde residem 20 crianças. "É a forma que temos de servir Portugal. Salvar estas crianças, uma de cada vez. São 422 as crianças e famílias que nós ajudamos" em 23 anos, disse Sandra Anastácio.

A arquitetura do edifício lembra uma casinha desenhada por uma criança e contou o trabalho de vários arquitetos, entre os quais Nuno Fragoso. A construção foi feita num terreno cedido pela Câmara Municipal de Lisboa, tendo custado 2 milhões e 300 mil euros à Ajuda de Berço. Foram várias as instituições, empresas e particulares que contribuíram financeiramente para a obra.

Marcelo Rebelo de Sousa relembrou no seu discurso a conjuntura em que nasceu a associação "depois de um momento de reflexão da sociedade portuguesa sobre a maternidade" (aludindo ao primeiro referendo à legalização do aborto, em 1998, em que ganhou o "não") em que vários "voluntários decidiram arrancar com esta e mais algumas iniciativas pelo país, sendo esta talvez a mais simbólica e impressiva".

Através desta iniciativa fica evidente que "causa ainda continua viva", apesar dos "desafios" que lhe são apresentados, afirmou. A "aposta de esperança e de fé, não só nos homens mas no mundo", é o que transmite a Associação de Berço. O presidente referiu ainda que a Segurança Social não deve "deixar de ver com apreço o testemunho e obra daquelas instituições baseadas no voluntariado que criaram verdadeiras famílias", como é o caso da Ajuda de Berço.

Um dos apoiantes desta causa é também o cardeal Manuel Clemente que presidiu à cerimónia católica no início ao evento, referindo que "se esta confiança fosse protagonizada por outras e outros por todo o país, não haveria nenhuma criança cuja infância não fosse sustentada conforme precisa de ser. Com apoio a estas e às suas famílias".

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