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″Podem fazer-nos felizes″. Governador talibã quer que ocidentais voltem com dinheiro

″Podem fazer-nos felizes″. Governador talibã quer que ocidentais voltem com dinheiro

O novo governador talibã de Helmand, uma das 34 províncias do Afeganistão, quer que os países ocidentais reconheçam o novo Governo do país e regressem com dinheiro, não com armas.

Talib Mawlawi , que passou anos a lutar contra as força internacionais em Sangin, tem uma mensagem simples para o Ocidente: quer que os talibãs sejam reconhecidos como líderes legítimos do Afeganistão e que os ocidentais regressem ao país com dinheiro, não com armas.

"Enfrentámo-nos em batalha, não nos conhecemos em tempos normais", disse Mawlawi, numa entrevista ao "The Guardian". "Agora, podem conquistar os nossos corações e fazer-nos felizes se reconhecerem este Governo".

Agora que os talibãs assumiram o controlo de Lashkar Gah, a capital de Helman, a luta parou pela primeira vez em duas décadas. Porém, como a maior parte do Afeganistão, esta província está à beira de um colapso económico. E, como as autoridades talibãs em todo o país, o governador está a pedir ajuda aos Governos estrangeiros.

"Todos aqueles países estrangeiros invadiram e mataram as nossas mulheres, os nossos filhos e os nossos idosos, e destruíram tudo", disse Mawlawi. "Agora, a comunidade internacional deve ajudar-nos com ajuda humanitária e concentrar-se no desenvolvimento da educação, negócios e comércio".

"A nossa última mensagem para todos os países da NATO é: nós ajudámo-los. Deveriam estar gratos por lhes termos dado a oportunidade de partir em paz, poderíamos tê-los impedido para que não pudessem sair sem lutar. Devem reconhecer o nosso Governo", continuou.

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Afegãos também pedem o reconhecimento do Governo

Com o final da guerra, a segurança é saudada pelo povo de Lashkar Gah, mas os habitantes estão preocupados.

Samiullah, de 26 anos, tem uma loja que vende joias e decorações e apela: "Reconheçam o nosso Governo e deem-nos ajuda económica". Por outro lado, também ouviu as histórias sobre as regras anteriores do talibãs, incluindo o controlo sobre tudo, desde o comprimento da barba até à proibição de jogos de cartas. "Espero que não interfiram nas nossas vidas pessoais."

Khatera, que tem quatro filhos e que ficou viúva quando o marido foi morto nos combates, concorda: "Não tenho problemas com os talibãs, os meus filhos precisam de comer. O último Governo foi reconhecido por todo o mundo, agora precisam de reconhecer este para que nos possam ajudar".

Os afegãos e a comunidade internacional esperam para ver as novas regras do Governo talibã. Uma das maiores questões prende-se com a possibilidade de as mulheres estudarem e trabalharem. Durante os anos em que estiveram no poder (1996-2001), os talibãs suprimiram os direitos das mulheres afegãs e restringiram as suas liberdades mais simples, como estudar, trabalhar ou sair de casa sozinhas.

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