www.publico.ptpublico.pt - 15 set. 20:35

Bateria dos novos Xiaomi vai dos 0% aos 100% em menos de 20 minutos

Bateria dos novos Xiaomi vai dos 0% aos 100% em menos de 20 minutos

O novo Xiaomi 11 T Pro (699,99 euros) tem uma bateria de 5000 mAh e demora apenas 17 minutos a carregar graças à tecnologia HyperCharge da Xiaomi que suporta 120 Watts. E o carregador vem incluido na caixa.

Um dia depois de a Apple dar a conhecer os mais recentes telemóveis, a chinesa Xiaomi apresentou a sua proposta com a nova série de telemóveis Xiaomi 11 T — o 11T Pro e o 11T.  Os preços começam a partir dos 449,99 euros, com o mais caro, o 11T Pro (8GB Ram e 256 GB de armazenamento interno), a rondar os 700 euros — são menos 129 euros que o modelo mais barato da Apple. O maior destaque da Xiaomi é a velocidade com que os novos aparelhos carregam.

A marca chinesa diz que quer eliminar o problema de quem se esquece de carregar o telemóvel durante a noite, ou de quem se esquece do power-bank numa viagem. O 11 T Pro (699,99 euros) tem uma bateria de 5,000 mAh e demora apenas 17 minutos a carregar graças à tecnologia HyperCharge da Xiaomi que aguenta 120W.

Para tal, à semelhança dos modelos anteriores, em vez de uma única bateria, o telemóvel vem com um sistema de dupla bateria que facilita o carregamento rápido em segurança. 

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Com o 11T Pro será possível assistir a 17 horas de vídeo sem parar, ou gravar filmes durante oito horas, ou ouvir 203 horas de música entre carregamentos, diz a marca.

Contrariamente à norma actual dos topos de gama (em que o carregador tem de ser comprado à parte), os novos 11 T Pro vêm com carregador na caixa que pode ser utilizado para carregar outros equipamentos da marca, incluindo, portáteis com uma entrada USB-C. O 11T suporta carregamento rápido a 67W: a bateria de 5000 mAh fica cheia em 37 minutos. 

Como habitual, a marca também apostou nas qualidades fotográficas dos novos modelos. Os 11T Pro e o 11T trazem uma câmara grande angular de 108 megapíxeis, outra ultra angular de 120º e uma câmara de telemacro com 2X zoom. Isto quer dizer que é possível tirar fotografias a detalhes (como gotas em folhas, ou insectos) ao longe, o que pode ser útil para não afugentar aquilo que se está a fotografar. A câmara frontal de ambos os aparelhos tem 16 megapíxeis. 

"Não queremos ser marca de elites"

O objectivo da marca em Portugal é mostrar que é possível ter um telemóvel topo de gama, a preços mais baixos (quando comparados com o de outras marcas).

“Não queremos ser uma marca de elites. Tentamos oferecer produtos entre 30% a 40% mais barato que as outras marcas”, começou por destacar Tiago Flores que em Abril deixou a liderança da área de consumo da Huawei para lançar a Xiaomi em Portugal. Uma das estratégias é cortar custos com o marketing tradicional. “Investimos muito no marketing directo com os fãs, nos canais digitais e a palavra boca a boca”, explicou Tiago Flores ao PÚBLICO.

Os novos telemóveis mantêm também ferramentas que usam inteligência artificial para eliminar objectos ou pessoas indesejadas de fotografias em alguns segundos e sem exigir grande talento de edição. As ferramentas CineMagic permitem simular efeitos de filmes a partir do próprio telemóvel, simplificando o processo de edição. Por exemplo, a função AudioZoom permite ampliar determinados sons num vídeo: desde aquilo que duas pessoas ao fundo da sala estavam a dizer, ao som de uma gota de água a cair no chão. 

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Esta quarta-feira, a Xiaomi também apresentou uma nova edição do Xiaomi 11 Lite 5G NE (anteriormente conhecido por Mi 11 Lite 5G) criado, em parte, devido à escassez global de chips que se assiste devido ao vírus da covid-19. A pandemia elevou a procura global por chips devido ao teletrabalho e o ensino à distância. Assim, em vez do processador Snapdragon 780G da Qualcomm, cuja produção é mais complexa, o aparelho traz o processador Snapdragon 778G da Qualcomm. Tem uma bateria de 4250 mAH. A versão do telemóvel com 8GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno custa 429,99 euros.

Actualmente, a Xiaomi tem 16,9% da quota global do mercado de telemóveis (dados de Julho da IDC), atrás da Samsung com 18,9% de quota de mercado.

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