observador.ptobservador.pt - 15 set. 00:07

Ilhas Faroé abateram mais de 1.400 golfinhos

Ilhas Faroé abateram mais de 1.400 golfinhos

De acordo com a AFP, as fotografias que mostram mais de mil cetáceos ensanguentados na praia têm gerado numerosas críticas.

O governo local das Ilhas Faroé defendeu hoje a matança de mais de 1.400 golfinhos durante uma tradicional caçada, apesar da emoção despertada por este massacre de “magnitude invulgar”, mesmo para o arquipélago do nórdico, segundo a AFP.

“Não há dúvida de que a caça aos cetáceos nas Ilhas Faroé é um espetáculo dramático para as pessoas pouco habituadas à caça e abate destes mamíferos. Estas caçadas são, no entanto, bem organizadas e totalmente regulamentadas”, disse à agência France Presse (AFP) um porta-voz do governo de Torshavn.

“Parece bastante extremo e demorou muito matá-los, quando normalmente é muito rápido”, disse Hallur Av Rana, adiantando que 53% da população do arquipélago se opôs à pesca desta espécie, mas que os faroenses não têm planos para desistir desta prática.

Descrito como uma “prática bárbara” pela organização não-governamental de conservação da vida marinha Sea Sheperd, o “grind” é um sistema de caça sustentável, segundo as autoridades das Ilhas Faroé.

De acordo com estimativas locais, há cerca de 100.000 baleias-piloto nas águas ao redor do arquipélago, que tem cerca de 50.000 habitantes.

Em 2020, cerca de 600 cetáceos foram mortos.

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