observador.ptObservador - 14 set 00:00

O M que os Lisboetas devem escolher

O M que os Lisboetas devem escolher

O PS governa Lisboa há 14 anos. De tal modo os socialistas se encontram instalados e consideram a eleição ganha, que não há qualquer tipo de visão ou linha condutora para os próximos quatro anos.

Dia 26, os Lisboetas vão ser chamados a escolher entre o mesmo ou o novo; entre a continuidade ou a rutura; entre deixar os que estão há 14 anos ficar 18, ou mostrar-lhes que nós, Lisboetas, queremos e exigimos melhor e diferente. Nestas eleições, temos a oportunidade de nos lançarmos num novo caminho e fazer história.

Este é o desafio que lhe faço, caro lisboeta, o de procurar novas soluções para aqueles que consideram ser os seus problemas. É perante esta oportunidade que apoio Carlos Moedas e a coligação Novos Tempos.

Repare-se que o PS governa a nossa cidade há 14 anos. De tal modo os socialistas se encontram instalados nos Paços do Conselho e consideram a eleição ganha, que não há qualquer tipo de visão ou linha condutora para os próximos quatro anos. Para eles, estas eleições são um pró-forma para (o tempo dirá quanto a este ano) confirmar o seu status quo. Note-se na atitude que Medina tem tido nos debates, incomodado quando, legitimamente, o confrontam com questões relacionadas com a sua governação.

Qual é o plano de Fernando Medina? Quais são as suas ideias para o um possível próximo mandato? Creches gratuitas no final do mesmo? Os programas de habitação que tinha prometido em 2017? Os centros de saúde?

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Ainda assim, foquemo-nos nestas medidas. O objetivo delas é bom e salutar: a garantia de educação para os mais novos, permitindo, ao mesmo tempo, aos pais irem trabalhar; ajudar os menos favorecidos e a classe média a ter habitação digna em Lisboa, sem terem que sair dela. Tudo isto é desejável que se alcance. O problema reside em como se chega lá e Moedas tem sido bastante claro em como atingir estes fins. Já Medina, não tanto.

Na questão das creches, não poderia haver estigma entre público e privado, sob pena de se prejudicarem as crianças, o oposto do que pretendemos. Moedas propõe a criação de vales-desconto por parte da câmara, permitindo às famílias darem educação aos seus filhos em situações onde o público não consegue preencher o vazio e o privado é dispendioso.

No que toca à habitação, para além de medidas como a isenção de IMT até aos 35 anos para a compra de casa, propõe-se a fazer o que Medina e a câmara até hoje foram incapazes: efetuar um levantamento de todos os imóveis que se encontram desocupados e são propriedade da câmara e reconvertê-los/reabilitá-los, criando residências para jovens e mais habitação acessível.

Veja-se como Viena, capital da Áustria, é um verdadeiro exemplo deste modelo de habitação, com reais benefícios e mais-valias para os locais. A título de exemplo, cerca de dois terços da população vive em apartamentos de alguma forma ajudados pela cidade, gastando apenas 25% do seu salário em renda, que por sua vez serve única e exclusivamente para pagar o custo do edifício e manutenção. Aos que recebem menos, abaixo da média, existem subsídios para pagarem ainda menos. Assim, este foco da cidade em construir casas novas permite evitar grandes listas de espera para habitação acessível, além de impedir que as rendas no mercado subam. Não há preconceito algum e o conceito de habitação acessível vai muito além de quem é mais pobre.

Com o problema da habitação que temos, caro lisboeta, a solução passa por aumentarmos a oferta, diminuindo a pressão sobre o mercado e, consequentemente, os preços. Tema que, aliás, se desenvolve em paralelo com a questão da habitação acessível. Ao desburocratizar a câmara, mudando a forma como os processos no urbanismo se gerem, poderemos ter sob Moedas uma maior celeridade nos processos, com mais construção e oferta para o mercado. Contrariamente ao que se pode ler ou ouvir, a resolução deste problema não passa por intervir e regular os preços.

O que também pretendo com a explicação destas medidas é demonstrar que existe uma verdadeira preocupação social e humanista para com os Lisboetas na coligação Novos Tempos. Ao contrário do que outros podem fazer crer, esta nunca foi nem é exclusiva ou de partidos como o PS, PCP ou BE. O progresso, o aumento da qualidade de vida, um novo futuro, passa por Carlos Moedas e a sua equipa.

Com efeito, se eu de forma curta tivesse de o convencer a colocar a cruz na coligação Novos Tempos, falar-lhe-ia nos três C: custos, credibilidade e competência.

Em primeiro lugar, as medidas que Moedas quer tornar realidade, tais como a diminuição do IRS no que compete à câmara, transportes públicos gratuitos para jovens com menos de 23 anos e séniores com mais de 65 anos, assim como para os desempregados (com o objetivo de progressivamente, no futuro, serem universais), ou um seguro de saúde gratuito para quem tenha mais de 65 anos e dificuldades no SNS, foram estudadas e estimadas. Calculou-se um custo de cerca de 67 milhões de euros, que encaixa no orçamento da câmara. Não se trata de promessas vagas ou utópicas, incapazes de se poderem realizar e, portanto, não desonestas e, sobretudo, não meramente eleitorais.

Do compromisso em estudar e criar medidas sérias e possíveis passamos ao segundo C, o da credibilidade: Moedas tem talento e capacidade de liderar, mudar e executar. Não deixa de ser curioso que quando esteve a representar Portugal na Europa geriu um orçamento 10 vezes superior ao da câmara de Lisboa e com uma execução total de 100%. Já hoje em dia, o investimento previsto no orçamento do município tem uma implementação de cerca de 50%-70%… A diferença!

Por fim, a competência, não só de Moedas, mas também de todas as pessoas que escolheu para trabalharem com ele, atraindo-as pelo mútuo interesse de fazer diferente e melhor. Muitos independentes, que se reveem no seu projeto. Aliás, a sua equipa de voluntários, ideia que pretende aproximar as pessoas da construção da cidade, é um justo exemplo disso: muitas sem qualquer filiação partidária, mas com vontade de ver outra forma de governar a capital.

São estes três C que podem dar Novos Tempos a Lisboa.

Ao ler as propostas, ao compreendê-las, entusiasmo-me com o que o futuro pode ser. O que nelas destaco são as soluções e melhorias que podem trazer a todo o tipo de eleitorado. Todo, sem exceção.

Desde os mais novos a crescerem numa cidade renovada, mais verde; nos jovens que dela não vão ter que sair face a um novo dinamismo económico, muito além do turismo; aos adultos, às famílias, que terão uma câmara menos burocrática e mais acessível, uma Lisboa que também pensa neles e tem programas para os mesmos; aos mais velhos, que sentirão o apoio de um Estado social local reforçado e que poderão assistir a uma cidade que não esquece os seus bairros (fora dos circuitos turísticos, pois claro).

Uma Lisboa de todos com o futuro em mente. É esta a ambição que queremos.

É a vontade de mudança que me faz escrever este texto. É ter testemunhado uma teia burocrática na câmara, prejudicial às famílias e aos negócios, onde passados mais de dois anos, projetos ainda se encontram algures em gabinetes e estarmos à mercê de quem os vê, que me faz perceber quão necessária ela é. Foi ter visto na coligação a mudança precisa que me inscrevi, não tendo nenhuma associação partidária, como voluntário e testemunho a energia, garra e determinação de centenas de pessoas para fazer melhor.

Não posso também deixar de apelar aos leitores inclinados para votar na lista da Iniciativa Liberal encabeçada por Bruno Horta Soares. Não haja dúvidas: há mérito na ideia de eleger um vereador liberal. Contudo, quando algumas propostas vão ao encontro das de Moedas, e tendo em conta que nestas eleições não há “geringonças”, isto é, o primeiro da lista mais votada será sempre Presidente da Câmara (mesmo sem maioria), o caro leitor deverá perguntar-se, no dia D, na hora H, ao colocar a cruz, se prefere manter Medina a governar ou ajudar a mudar o paradigma e eleger Moedas.

Caro leitor, caro lisboeta: cabe-nos a nós poder fazer história e eleger quem, de facto, pode trazer mudança, de forma realista, honesta e capaz. A responsabilidade investida nos lisboetas, dia 26, é maior do que a que possamos pensar.

Estamos a passos de poder traçar um caminho que nos dê uma Lisboa participada, com mais inovação, emprego e ao mesmo tempo sustentável. Uma cidade solidária, que investe na saúde e na educação, próxima de todos (todos, mesmo). A “menina e moça” renovada, vibrante e segura.

É mesmo possível fazermos história. Podemos estar à beira de Novos Tempos.

Eu sei o M que escolho no dia 26.

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