observador.ptobservador.pt - 23 jul 01:35

Aumentam multas por falta de inspeção e uso do telemóvel durante condução

Aumentam multas por falta de inspeção e uso do telemóvel durante condução

As multas por falta de inspeção periódica obrigatória aumentaram 90% nos primeiros cinco meses do ano face ao ano passado. Aumentaram também infrações for falta de uso do cinto de segurança.

As multas por falta de inspeção periódica obrigatória aumentaram 90% nos cinco primeiros meses do ano face ao mesmo período de 2020, tendo também subido em mais de 30% as infrações por uso do telemóvel ao volante.

O relatório da sinistralidade a 24 horas, fiscalização e contraordenações de maio de 2021, divulgado esta quinta-feira pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), avança que se registaram igualmente aumentos nas infrações por falta de cadeirinhas para crianças (41,3%), não uso de cinto de segurança (38,7%) e por ausência de seguro (9,4%).

O relatório precisa que, entre janeiro e maio, as forças de segurança detetaram 27.459 veículos sem a inspeção periódica obrigatória, contra os 14.394 detetados no mesmo período de 2020, e 12.167 condutores a falar ao telemóvel (9.284 em 2020), além de terem registado 8.942 infrações por falta do cinto de segurança (6.448 em 2020).

A ANSR indica também que, nos primeiros cinco meses do ano, foram detetadas 8.012 infrações por falta de seguro (7.326 em 2020) e 945 sem sistemas de retenção (669 em 2020).

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Apesar de terem sido estas as multas de trânsito com aumentos, 56,8% do número total de infrações registadas entre janeiro e maio de 2021 corresponderam a excesso de velocidade, embora tenham descido 27,3% em relação aos mesmos meses do ano passado, segundo o mesmo documento.

A ANSR avança que, até maio, foram detetadas 453,6 mil infrações, o que representa uma diminuição de 16,4% face ao período homólogo do ano anterior.

O relatório dá conta que 6,1% das infrações detetadas se deveram à ausência de inspeção periódica obrigatória, enquanto o uso do telemóvel ao volante e a não utilização do cinto de segurança atingiram pesos de 2,7% e 2,0%, respetivamente, no total.

O mesmo documento refere igualmente que, entre janeiro e maio, foram submetidos ao teste de pesquisa de álcool 604,9 mil condutores, representando um aumento de 24,2% comparativamente a 2020, embora o número de infrações tenha diminuído cerca de 26%.

A ANSR revela ainda que a criminalidade rodoviária, medida em número total de detenções, aumentou 23,1% nos cinco primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período de 2020, atingindo 9,6 mil condutores, sendo mais de metade das detenções (51,5%) por falta de habilitação legal para conduzir, que se traduz num aumento de 71,9% face a janeiro e maio de 2020.

Por sua vez, a taxa de condutores detidos por condução sob o efeito do álcool diminuiu 20,3%.

De acordo com o relatório, entre janeiro e maio foram fiscalizados 45,2 milhões de veículos, tendo-se verificado uma diminuição de 3,3% em relação ao mesmo período de 2020.

Os dados são o resultado das operações de fiscalização efetuadas pela GNR, PSP e Polícia Municipal de Lisboa (PML), bem como os dados referentes à fiscalização realizada através do sistema de radares fixos de âmbito nacional (SINCRO) da ANSR.

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