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A importância das lideranças intermédias ou a virtude de saber liderar a sanduíche

A importância das lideranças intermédias ou a virtude de saber liderar a sanduíche

Líder, CEO ou Diretor. Todos sabemos que um verdadeiro líder tem como culminar da sua presença desenvolver líderes à sua volta, muito mais que seguidores. Criar um rebanho fiel e realizador é muito mais fácil que coordenar e orientar uma dezena de pequenas equipas de alto rendimento, criativas, solucionadoras e proativas. É isso!

A grande missão do CEO, Líder ou Diretor é: preservar a cultura da organização, cuidar que os valores se vivam e garantir os resultados. Ponto!
Culturalmente, em Portugal, mas também em muitas outras sociedades, estamos habituados a obedecer e a abdicarmos de dar a nossa contribuição. É muito mais fácil, menos cansativo e menos arriscado. Veja-se por exemplo as 3ª e 4ª das “5 disfunções de uma equipa”, um excelente livro de Patrick Lencioni, precisamente o medo do conflito e a falta de compromisso.
Quando quem lidera começa a sentir o desconforto e afastamento da equipa, tem a tentação de começar a mandar mais e a delegar menos, a centralizar em vez de descentralizar, e o ciclo destrutivo está instalado.
“Tu não fazes o que é preciso, quem manda aqui sou eu”, etc. – todas as formas primárias de comando.
“Eu acho que o chefe perdeu o jeito, está cada vez mais duro e irrascível, portanto faço o que posso” – todas as formas detestáveis de não colaboração e desculpabilização na equipa.
Diretor, Coordenador, Chefe de Grupo ou Equipa. Por dificuldade de carácter, de tempo ou de conhecimento (todas elas válidas e reais), o Líder nomeia segundas linhas, os homens de confiança, os amortecedores de tendências, os coordenadores, os implementadores, o “pessoal da sanduíche” prensado entre o CEO e as equipas.
Muito bem, identificar problemas e desafios, chatices e más caras, é muito fácil, mas como resolver?
Em primeiro lugar, temos o ciclo virtuoso. O líder preocupa-se, em primeiro lugar, com a equipa, esta, espelhando o comportamento do líder, preocupa-se em usar os sistemas de trabalho (procedimentos e checklists, entre outros) e desta forma a equipa concentra a sua preocupação na resolução dos problemas dos utentes, pacientes, clientes ou doentes. E estes, vendo os seus problemas resolvidos, acabam por satisfazer toda a organização, dando cumprimento à Missão partilhada por todos. Finalmente, o Líder recebe o seu quinhão de remuneração transcendente ao reparar nos resultados alcançados. Mas atenção: se o Líder se substitui aos seus níveis intermédios, mete a mão na massa, desautoriza… o ciclo virtuoso destrói-se.
Em segundo lugar, temos seis chaves para uma equipa vencedora, a usar e a desenvolver: Forte Liderança, Objetivo comum, Plano, Regras do jogo, Apoio no risco e Envolvimento e comprometimento a 100%. Quando nos esquecemos de alguma delas… as situações complicam-se.
Finalmente, os valores. Uma sociedade, empresa, academia ou instituição sem Valores “tecnifica-se”, “corporativa-se”, “automatiza-se”, “despersonaliza-se”, e depois tudo fica mais difícil. Valores? Sim aqueles que não se conseguem comprar…
Para terminar, é importante sabermos que tudo pode e deve ser mais simples, mais fácil e mais divertido.
A minha experiência de lidar e liderar todo o tipo de pessoas mostrou-me que nunca devemos inventar a roda, mas sim usar o que de melhor existe e já foi experimentado. Cabe-nos a todos redescobrir o que já sabemos: o mundo foi feito para as pessoas, e não o contrário.
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