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Fórum para a Competitividade. Verão será pior do que em 2020

Fórum para a Competitividade. Verão será pior do que em 2020

Também a presidente BCE disse que o rápido aumento de casos de covid devido à variante Delta representa “uma fonte crescente de incerteza”.

Para o Fórum para a Competitividade não há dúvidas: as restrições impostas são consideradas “excessivas” e, como tal, defende o verão deste ano em termos de turismo deverá ainda ser pior do que o do ano ano anterior.  “Para 2021, tem surgido muita informação contraditória sobre a evolução do PIB português ao longo do ano. As restrições económicas, a pretexto da pandemia, parecem excessivas, mas do exterior também têm surgido orientações inconstantes, admitindo-se que o verão de 2021 venha a ser pior do que o 2020, para o turismo”, diz a entidade liderada por Ferraz da Costa, considerando, no entanto, que algumas das restrições impostas à atividade “são difíceis de entender” devido à “forte diminuição” dos riscos sanitários.

Além disso, considera que existe uma “uma atitude excessivamente conservadora por parte do Governo” quanto ao segundo trimestre do ano e, por isso, defende que a “retoma será muito parcial” em 2021, apontando ainda que a ajuda à retoma, por parte do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) português, “está muito atrasada”,  a par de estar “muito focado na conjuntura” e de ter “um calendário muito mais lento do que o congénere espanhol, o que é uma contradição”. E vai mais longe: “A componente de capitalização empresarial, a par da inovação, correspondente a cerca de 18% do PRR, mas acaba por se reduzir a metade na vertente estrita de capitalização empresarial propriamente dita, e ainda assim em parceria com o Banco Português de Fomento, este, com evidentes dificuldades de capilaridade e de distribuição eficaz dos fundos”. 

O Fórum critica também a demora, para a qual não encontra explicação, para o início pleno das atividades do Banco de Fomento, situação que “terá reflexos negativos na velocidade da retoma económica” e numa análise aos diversos setores da economia, o estudo indica, no caso do turismo, que perante o contexto atual, a recuperação excecional das perspetivas de procura para valores muito superiores a todo o histórico “só pode ser encarada como enviesada”.

Recuperação comprometida

Também a presidente do Banco Central Europeu (BCE) advertiu que o rápido aumento de casos de covid-19 devido à variante Delta representa “uma fonte crescente de incerteza” para a economia da zona euro. “A recuperação da economia da zona euro está no bom caminho”, declarou Lagarde, em conferência de imprensa, após uma reunião de política monetária do BCE. “Mas a pandemia continua a lançar uma sombra, especialmente porque a variante Delta é uma fonte crescente de incerteza”, acrescentou.

Com esta variante, o aumento de casos pode travar a recuperação “nos serviços, nomeadamente no turismo e na hotelaria”, apontou.

As incertezas levaram o BCE a manter a sua política monetária acomodatícia, sem retirar os apoios à economia. “Devemos preservar as condições de financiamento favoráveis para todos os setores da economia em tempo de pandemia. Isso é essencial para que a recuperação atual se transforme numa expansão sustentável e para compensar o impacto negativo da pandemia na inflação”, afirmou.

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