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CDU puxa dos galões: “Somos a força política que mais escuta os cidadãos” de Lisboa

CDU puxa dos galões: “Somos a força política que mais escuta os cidadãos” de Lisboa

A caminho das autárquicas, vereadores e deputados municipais da CDU fizeram um balanço dos últimos quatro anos e deixaram pistas sobre como vão ser os próximos quatro.

João Ferreira não tem dúvidas: “A CDU acompanhou todos os grandes temas que marcaram estes quatro anos em Lisboa de uma forma exigente mas construtiva.” E se não se foi mais longe, acrescenta o vereador e candidato autárquico comunista, foi porque PS e BE não deixaram. No balanço do mandato, apresentado esta quinta-feira aos jornalistas, João Ferreira puxou dos galões para explicar em que políticas municipais deixou o PCP a sua marca, mas lançou também um caderno de encargos para os próximos anos.

Da habitação aos transportes, do espaço público ao urbanismo, do ambiente à educação, os comunistas apresentaram meia centena de propostas à Câmara de Lisboa no mandato que está a terminar. “Algumas foram aprovadas e concretizadas, outras foram aprovadas mas não concretizadas”, lamenta o vereador, responsabilizando o executivo de Fernando Medina.

E mesmo o que saiu do papel em vários casos “ficou aquém” do que era necessário, disse o candidato. Aconteceu, por exemplo, com o Programa de Arrendamento a Custos Acessíveis, cujo objectivo é usar património imobiliário público para arrendar a preços inferiores aos do mercado privado. Essa iniciativa “marcou passo”, criticou.

Nos transportes, a CDU viu com bons olhos a municipalização da Carris, mas “hoje, apesar de alguma melhoria ao longo dos anos mais recentes, estamos aquém do serviço que era prestado há uma década”, argumentou João Ferreira, para logo de seguida criticar novamente a construção da linha circular do metro: “Todas as outras expansões foram atrasadas em prol da linha circular.” E aqui apontou o dedo ao parceiro de coligação de Medina, o BE, que no acordo de governação defendeu um desenvolvimento das várias expansões “a par”.

Do “deserto de iniciativas” na Capital Verde Europeia e na Capital Europeia do Desporto à “degradação muito significativa da qualidade do ar” provocada pelo aumento do tráfego aéreo na Portela, passando pela ausência de “qualquer tipo de regulação” para a hotelaria na cidade, o vereador e candidato dissecou a acção camarária ponto por ponto e afirmou que a CDU interveio sobre todos eles.

Ana Jara, também vereadora comunista e recandidata, diria mesmo que esta é “a força política que mais escuta e traz para dentro da câmara as preocupações dos cidadãos”, dando os exemplos dos processos do Martim Moniz, do Miradouro de Santa Catarina e do alojamento local. “A nossa vereação foi a que mais oposição fez à cidade assente num modelo turístico e imobiliário”, declarou, considerando essa uma “estratégia totalmente insustentável” que a actual maioria parece querer prosseguir.

No fim da sessão houve ainda tempo para Natacha Amaro, do PCP, e Cláudia Madeira, de Os Verdes, fazerem um balanço dos respectivos mandatos na assembleia municipal. A eleita comunista referiu as recomendações e moções apresentadas sobre habitação, cultura e higiene urbana, enquanto a ecologista lamentou que cerca de 100 dos requerimentos apresentados pelo partido nos últimos quatro anos estejam por responder, o que demonstra “desconsideração da câmara face à assembleia”.

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